USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Homem, 35 anos, trabalha como pedreiro e comparece à unidade de saúde para uma consulta, acompanhado de sua esposa, pois acha estranho o marido estar com tosse há 1 mês. Paciente relata que no início a tosse era seca e que atualmente está com catarro. Acha que perdeu peso porque suas roupas estão mais largas e que, frequentemente, tem tido febre quando chega do trabalho à tarde. A esposa declara que o marido geralmente apresenta febre de 38.5°C e que durante à noite transpira bastante. Não é hipertenso e nem diabético. Nega problemas pulmonares na infância. É tabagista de paieiro há 15 anos. À ausculta pulmonar observa-se murmurio vesicular reduzido. Qual seria o melhor exame para confirmar o diagnóstico?
Tosse > 3 semanas + febre vespertina + sudorese noturna + perda de peso → Suspeitar TB pulmonar → Baciloscopia de escarro.
O quadro clínico de tosse persistente (mais de 3 semanas), febre vespertina, sudorese noturna e perda de peso é altamente sugestivo de tuberculose pulmonar. Em um paciente com esses sintomas, a baciloscopia de escarro é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, buscando a presença de bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR).
A tuberculose pulmonar permanece um grave problema de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. O reconhecimento precoce dos sintomas e o diagnóstico rápido são cruciais para o controle da doença e a interrupção da cadeia de transmissão. Residentes devem estar atentos à tríade clássica de tosse prolongada, febre vespertina e sudorese noturna, especialmente em pacientes com fatores de risco. A fisiopatologia envolve a inalação de aerossóis contendo Mycobacterium tuberculosis, que se instala nos pulmões. O diagnóstico definitivo é feito pela identificação do bacilo. A baciloscopia de escarro é o método mais acessível e rápido, sendo fundamental para a confirmação e para a avaliação da infectividade do paciente. Em casos de baciloscopia negativa com alta suspeita clínica, outros exames como cultura de escarro, teste rápido molecular (TRM-TB) e radiografia de tórax são importantes. O tratamento da tuberculose é prolongado e envolve múltiplos fármacos, sendo essencial a adesão do paciente para evitar o desenvolvimento de resistência. A educação do paciente e o acompanhamento rigoroso são pilares do manejo. A compreensão da epidemiologia, diagnóstico e tratamento da TB é indispensável para qualquer profissional de saúde, especialmente aqueles que atuam na atenção primária e em hospitais.
Os principais sintomas da tuberculose pulmonar ativa incluem tosse persistente por mais de três semanas (inicialmente seca, depois produtiva), febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso inexplicada, fadiga e, em alguns casos, dor torácica e hemoptise. A ausculta pulmonar pode revelar murmúrio vesicular reduzido ou estertores.
A baciloscopia de escarro é o exame de escolha para confirmar a tuberculose pulmonar porque é rápida, de baixo custo e detecta diretamente os bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) no escarro do paciente. Um resultado positivo confirma a presença da bactéria Mycobacterium tuberculosis e indica que o paciente é bacilífero, ou seja, capaz de transmitir a doença.
Os fatores de risco para desenvolver tuberculose pulmonar incluem contato com pessoas infectadas, imunossupressão (HIV, uso de imunossupressores), desnutrição, tabagismo, alcoolismo, diabetes mellitus, silicose e condições socioeconômicas desfavoráveis (aglomeração, moradia precária).
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