UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
Paciente, sexo masculino, 39 anos, peso 59kg, pedreiro, tabagista 19 anos/maço, HIV positivo e com recente diagnóstico de tuberculose pulmonar. Nos casos de coinfecção do HIV e tuberculose pulmonar, o tratamento correto é:
Coinfecção TB/HIV → 2 meses RHZE (4 comp.) + 4 meses RH (2 comp.); total 6 meses.
O tratamento da tuberculose pulmonar em pacientes com coinfecção HIV segue o esquema padrão de 6 meses: 2 meses de fase intensiva com Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol (RHZE), seguidos por 4 meses de fase de manutenção com Rifampicina e Isoniazida (RH), utilizando as doses fixas combinadas preconizadas.
A coinfecção por HIV e tuberculose (TB) representa um desafio significativo de saúde pública, sendo a TB a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV. A imunossupressão causada pelo HIV aumenta o risco de desenvolver TB ativa, de reativação de infecções latentes e de progressão rápida da doença. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para melhorar o prognóstico e reduzir a transmissão. O tratamento da tuberculose pulmonar em pacientes com HIV segue, em geral, o mesmo esquema básico de 6 meses utilizado para pacientes HIV negativos. Este esquema é dividido em uma fase intensiva de 2 meses com quatro drogas (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol - RHZE) e uma fase de manutenção de 4 meses com duas drogas (Rifampicina e Isoniazida - RH). A utilização de doses fixas combinadas (DFC) é amplamente recomendada para otimizar a adesão e reduzir a resistência. No entanto, a coinfecção HIV exige atenção especial devido às interações medicamentosas, principalmente entre a rifampicina e os antirretrovirais (TARV). A rifampicina é um potente indutor enzimático, podendo reduzir significativamente os níveis plasmáticos de alguns antirretrovirais. A coordenação do início da TARV e a escolha de regimes antirretrovirais compatíveis são essenciais para o sucesso terapêutico e a prevenção da síndrome inflamatória de reconstituição imune (SIRI).
O esquema padrão é de 6 meses: 2 meses de fase intensiva com Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol (RHZE), seguidos por 4 meses de fase de manutenção com Rifampicina e Isoniazida (RH), utilizando doses fixas combinadas.
Sim, a principal consideração é a interação medicamentosa entre a rifampicina e alguns antirretrovirais, exigindo ajustes na terapia antirretroviral ou o uso de rifabutina em casos específicos. O momento de iniciar a TARV também é crucial.
A dose fixa combinada (DFC) melhora a adesão ao tratamento, reduz o risco de monoterapia e, consequentemente, a seleção de cepas resistentes, simplificando a administração dos múltiplos medicamentos.
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