SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Paulo, 32 anos, trabalha como porteiro em edifício residencial, tabagista desde os 20 anos, comparece a unidade de saúde do seu bairro e, ao ser acolhido pela enfermeira, solicita consulta médica pois não está conseguindo trabalhar devido a uma febre que todo dia vem incomodando, refere também piora da tosse que sempre o incomoda. Agora, está expelindo muito catarro e, às vezes, vem com sangue. Tomou xarope indicado por uma vizinha, mas não teve melhora. Na consulta, o médico suspeitou de tuberculose e solicitou a baciloscopia. Ao retornar à unidade para saber o resultado do exame, seu Paulo ficou sabendo que deu positivo (+++) para tuberculose. O tratamento foi iniciado com o Esquema Básico (EB), porém, após o segundo mês de tratamento, a baciloscopia continua positiva. Qual a conduta mais adequada?
Baciloscopia (+) ao final do 2º mês → Solicitar Cultura + TS e prolongar fase de ataque por 30 dias.
A persistência da positividade da baciloscopia após a fase intensiva (2 meses) exige investigação de resistência bacteriana ou má adesão, mantendo o esquema RHZE enquanto se aguarda a cultura.
O controle da tuberculose no Brasil segue protocolos rígidos para evitar a seleção de cepas resistentes. O Esquema Básico (2RHZE/4RH) é altamente eficaz, mas o monitoramento mensal por baciloscopia de escarro é essencial. A positividade no final do segundo mês é um marcador crítico de prognóstico. Fatores como tabagismo, alcoolismo e comorbidades (Diabetes, HIV) podem retardar a negativação da baciloscopia. No entanto, a prioridade clínica é descartar a resistência. O prolongamento da fase de ataque visa garantir uma carga bacilar menor antes de passar para a fase de manutenção (apenas Rifampicina e Isoniazida), reduzindo o risco de recidiva e falha definitiva.
Pode indicar falência terapêutica, resistência medicamentosa (TB-DR), má adesão ao tratamento ou, em alguns casos, apenas a eliminação de bacilos mortos que ainda são visíveis na coloração de Ziehl-Neelsen. Por isso, a investigação laboratorial complementar é obrigatória.
Deve-se solicitar imediatamente a cultura para micobactéria (meio sólido ou líquido) e o Teste de Sensibilidade (TS) aos fármacos do esquema básico (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol). O Teste Rápido Molecular (TRM-TB) também pode ser útil para detectar resistência à rifampicina.
A conduta preconizada pelo Ministério da Saúde é prolongar a fase de ataque (RHZE) por mais 30 dias (totalizando 3 meses de fase intensiva) e aguardar o resultado da cultura e do teste de sensibilidade para decidir a manutenção ou alteração do esquema terapêutico.
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