SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: Paciente JL. 22 anos, em situação de privação de liberdade (atualmente residente no complexo prisional de Aparecida de Goiânia), tabagista (1 carteira de cigarro convencional por dia há 6 anos), apresenta tosse pouco produtiva com expectoração amarelada há 6 semanas, associada a febre vespertina moderada, sudorese noturna, perda ponderal (4 kg em 4 semanas). No exame físico, apresenta expansibilidade reduzida, frêmito tóraco-vocal aumentado e submacicez em ápice direito, murmúrio vesicular fisiológico com estertores finos na mesma topografia. Diante do quadro clínico, qual é a provável hipótese diagnóstica para o caso e o exame complementar de escolha para confirmá-la, respectivamente?
Tosse > 3 semanas + febre vespertina + perda ponderal + ápice pulmonar → Tuberculose.
Em populações de alto risco, como detentos, qualquer tempo de tosse exige investigação para TB. A baciloscopia ou o Teste Rápido Molecular (TRM-TB) são os exames confirmatórios iniciais de escolha.
A tuberculose pulmonar é uma das principais doenças infectocontagiosas no Brasil, com incidência alarmante em sistemas prisionais. O quadro clínico clássico envolve tosse produtiva, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento. O exame físico pode revelar sinais de consolidação ou cavitação nos ápices pulmonares. O diagnóstico baseia-se na identificação do Mycobacterium tuberculosis. A baciloscopia (Ziehl-Neelsen) é o método tradicional, mas o Ministério da Saúde prioriza o TRM-TB onde disponível. A abordagem em comunidades fechadas exige busca ativa de casos para interromper a cadeia de transmissão.
Diferente da população geral, onde se considera tosse por 3 semanas ou mais, em populações de alto risco como detentos, pessoas em situação de rua e indígenas, qualquer duração de tosse deve motivar a investigação para tuberculose pulmonar devido à alta taxa de transmissibilidade nesses ambientes.
Embora o Teste Rápido Molecular (TRM-TB) seja superior por detectar resistência à rifampicina, a baciloscopia permanece como um método acessível, de baixo custo e fundamental para o acompanhamento da resposta terapêutica (controle de cura), já que o TRM-TB pode permanecer positivo mesmo com bacilos mortos.
A forma reativa ou pós-primária da tuberculose acomete preferencialmente os segmentos apicais e posteriores dos lobos superiores e os segmentos superiores dos lobos inferiores, frequentemente apresentando-se com infiltrações, nódulos e cavitações (cavernas).
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