INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um homem com 36 anos, em situação de rua, procura a unidade básica de saúde com queixas de tosse persistente, perda de peso, sudorese noturna e febre intermitente há cerca de 2 semanas. Diante desse caso, qual deve ser a conduta médica adotada?
Suspeita de Tuberculose → BAAR, cultura, TSAM do escarro + rastreio HIV, hepatites, sífilis (coinfecções comuns).
Pacientes com tosse persistente (>2 semanas), perda de peso, sudorese noturna e febre, especialmente em populações vulneráveis como pessoas em situação de rua, devem ter tuberculose pulmonar fortemente suspeitada. A conduta inicial envolve a confirmação diagnóstica microbiológica e o rastreamento de coinfecções.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, sendo um grave problema de saúde pública global, especialmente em populações vulneráveis como pessoas em situação de rua. A TB pulmonar é a forma mais comum e transmissível. A epidemiologia mostra que a doença é mais prevalente em indivíduos com condições socioeconômicas desfavoráveis e imunocomprometidos. O diagnóstico da tuberculose pulmonar baseia-se na suspeita clínica (tosse persistente, febre, sudorese noturna, perda de peso), exames de imagem (radiografia de tórax) e, crucialmente, na confirmação microbiológica. O exame bacteriológico de escarro, que inclui a baciloscopia (pesquisa de BAAR) e a cultura para micobactérias, é fundamental. A cultura permite a identificação definitiva do M. tuberculosis e a realização do teste de sensibilidade antimicrobiana (TSAM), essencial para guiar o tratamento e identificar casos de resistência. A conduta inicial em um caso suspeito deve ser abrangente. Além da investigação microbiológica da TB, é imperativo rastrear coinfecções como HIV, hepatites virais e sífilis, que são comuns nessa população e podem impactar significativamente o manejo e o prognóstico. O tratamento da TB é complexo, com múltiplos fármacos e duração prolongada, e deve ser realizado sob regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO) para garantir a adesão e reduzir o risco de resistência.
Os sintomas clássicos incluem tosse persistente por mais de duas a três semanas, febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso inexplicável, fadiga e, em alguns casos, dor torácica e hemoptise.
O exame bacteriológico de escarro, incluindo a baciloscopia (BAAR) e a cultura para micobactérias, é o mais importante. A cultura permite a identificação da espécie e o teste de sensibilidade antimicrobiana (TSAM), essencial para guiar o tratamento.
Pacientes com tuberculose frequentemente compartilham fatores de risco para essas coinfecções, que podem influenciar o curso da doença, o tratamento e o prognóstico. O rastreamento permite o manejo integrado e otimiza os resultados.
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