Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Homem de 35 anos, origem boliviana, trabalhando em oficina de costura, chega à unidade básica com tosse há 30 dias e emagrecimento. Nega etilismo ou tabagismo. Não usa drogas ilícitas. Diz não ter febre e atribui o emagrecimento à diferença de alimentação encontrada no Brasil. Em relação ao paciente da questão, qual a conduta se houver contactantes adultos assintomáticos com PPD = 6 mm?
Contactante adulto assintomático de TB ativa + PPD ≥ 5mm = Tratar Infecção Latente por TB com Isoniazida 6 meses.
Em contactantes de pacientes com tuberculose ativa, um PPD ≥ 5 mm já é considerado positivo para indicação de tratamento da infecção latente por tuberculose (ILTB), especialmente em grupos de risco ou com contato íntimo. A isoniazida por 6 meses é uma das opções de tratamento para ILTB, visando prevenir o desenvolvimento da doença ativa.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, com alta prevalência em populações vulneráveis e imigrantes. O paciente do enunciado, com tosse persistente e emagrecimento, apresenta um quadro clínico sugestivo de TB ativa, o que exige investigação diagnóstica e tratamento. A identificação e manejo dos contactantes são etapas fundamentais no controle da doença. A infecção latente por tuberculose (ILTB) ocorre quando um indivíduo é infectado pelo M. tuberculosis, mas não desenvolve a doença ativa. O diagnóstico da ILTB é feito principalmente pela prova tuberculínica (PPD) ou por testes de liberação de interferon-gama (IGRA). Em contactantes de casos de TB ativa, o ponto de corte para um PPD positivo é de 5 mm ou mais, indicando a necessidade de tratamento para prevenir a progressão para a doença ativa. O tratamento da ILTB é uma estratégia de saúde pública essencial. A isoniazida 300 mg/dia por 6 meses é um dos esquemas mais utilizados e eficazes. É vital que residentes compreendam os critérios para indicação de tratamento da ILTB, especialmente em grupos de risco como contactantes, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades, a fim de reduzir a incidência da tuberculose ativa e quebrar a cadeia de transmissão.
Para contactantes de casos de tuberculose ativa, o PPD é considerado positivo se a enduração for igual ou superior a 5 mm, independentemente do status vacinal com BCG. Este critério mais baixo reflete o maior risco de infecção e progressão para doença ativa neste grupo.
O tratamento da ILTB é crucial para prevenir o desenvolvimento da tuberculose ativa, que pode ocorrer em 5-10% dos indivíduos infectados ao longo da vida. Ao tratar a ILTB, reduz-se a carga da doença na comunidade e a transmissão.
As principais opções incluem isoniazida diária por 6 ou 9 meses, ou esquemas mais curtos como isoniazida e rifapentina semanal por 3 meses, ou rifampicina diária por 4 meses. A escolha depende de fatores como adesão, tolerância e disponibilidade.
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