SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Um enfermeiro de 30 anos, que trabalha em pronto atendimento, apresenta febre baixa, sudorese noturna, tosse produtiva com expectoração amarelada e perda de peso de 5 kg nos últimos dois meses. Sem comorbidades, relata que nunca foi vacinado com BCG na infância. No exame físico, está emagrecido e apresenta estertores crepitantes na região apical do pulmão esquerdo. Exames complementares mostram radiografia de tórax com infiltrado e cavitação no lobo superior esquerdo e baciloscopia de escarro positiva (+++). Considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais adequada para o manejo desse paciente?
Tuberculose pulmonar ativa com baciloscopia +++ → Iniciar RIPE ambulatorial com isolamento respiratório.
O paciente apresenta quadro clínico e radiológico clássico de tuberculose pulmonar ativa, confirmado por baciloscopia positiva. O tratamento padrão é o esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), que deve ser iniciado ambulatorialmente, com orientações sobre adesão e prevenção de transmissão, pois o isolamento hospitalar não é rotina para todos os casos.
A tuberculose pulmonar é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, com alta prevalência em países em desenvolvimento. É uma das principais causas de mortalidade por doenças infecciosas globalmente, sendo crucial para residentes entenderem seu manejo. A transmissão ocorre por via aérea, através de gotículas de pacientes com doença pulmonar ativa. O diagnóstico é baseado na tríade de sintomas (tosse > 3 semanas, febre, sudorese noturna, perda de peso), achados radiológicos (infiltrados, cavitações, principalmente em lobos superiores) e confirmação laboratorial por baciloscopia de escarro ou cultura. A baciloscopia positiva (+++) indica alta carga bacilar e alta infectividade. A ausência de vacinação BCG na infância é um fator de risco, embora a vacina não confira proteção total na vida adulta. O tratamento padrão é o esquema RIPE, administrado em duas fases: intensiva (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol por 2 meses) e de manutenção (rifampicina e isoniazida por 4 meses). O tratamento é ambulatorial, e a adesão é fundamental para o sucesso terapêutico e para evitar o desenvolvimento de resistência. O isolamento respiratório domiciliar é indicado nas primeiras semanas de tratamento, com rápida redução da infectividade.
Os principais sinais e sintomas incluem febre baixa, sudorese noturna, tosse produtiva prolongada, perda de peso e fadiga. No exame físico, podem ser encontrados estertores crepitantes, especialmente em regiões apicais.
A conduta inicial é iniciar imediatamente o tratamento com o esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) em regime ambulatorial, com orientações rigorosas sobre a adesão medicamentosa e medidas de prevenção de transmissão.
A vacina BCG é importante na prevenção das formas graves de tuberculose em crianças, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa. Ela não previne totalmente a infecção ou a forma pulmonar em adultos, mas reduz a morbidade e mortalidade infantil.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo