CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Puérpera com tuberculose pulmonar bacilífera, em tratamento rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, acompanhado de piridoxina. O recém-nascido é saudável. Segundo o Ministério da Saúde, qual é a conduta CORRETA quanto ao aleitamento?
Mãe bacilífera + RN saudável → Manter aleitamento (com máscara) + Iniciar quimioprofilaxia no RN.
O aleitamento materno é mantido na tuberculose com uso de máscara pela mãe; o recém-nascido deve receber profilaxia medicamentosa antes da vacinação com BCG.
O manejo da tuberculose no puerpério visa evitar a transmissão ao recém-nascido, que possui alto risco de formas graves. O Ministério da Saúde preconiza que o binômio não deve ser separado. A piridoxina (vitamina B6) é administrada à mãe para prevenir neuropatia periférica induzida pela isoniazida. A educação sobre etiqueta respiratória e a adesão ao tratamento RIPE são fundamentais para a cura materna e proteção infantil.
Sim, a amamentação é recomendada, desde que a mãe não apresente lesões tuberculosas mamárias. Como a transmissão ocorre por via aérea, a mãe deve utilizar máscara cirúrgica ao amamentar e cuidar do bebê enquanto permanecer bacilífera. O contato pele a pele e o aleitamento trazem benefícios que superam os riscos, desde que as medidas de precaução e a profilaxia do recém-nascido sejam seguidas rigorosamente.
O recém-nascido exposto deve iniciar a quimioprofilaxia primária imediatamente (Isoniazida por 3 meses ou Rifampicina por 2 meses). Após esse período, realiza-se o teste tuberculínico (PT). Se o PT for negativo, interrompe-se a profilaxia e vacina-se com BCG. Se o PT for positivo, mantém-se a medicação por mais 3 meses (no caso da isoniazida) e não se vacina com BCG no momento.
A vacinação com BCG é contraindicada durante o uso de quimioprofilaxia (isoniazida ou rifampicina), pois esses antibióticos podem inativar o bacilo vivo atenuado da vacina (Mycobacterium bovis), anulando o efeito imunizante. A prioridade é proteger o bebê da infecção pelo bacilo virulento da mãe através da profilaxia medicamentosa.
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