Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Tuberculose TB pleural, é a forma mais comum de TB extrapulmonar em pessoas não infectadas pelo HIV. Não podemos aceitar que:
TB pleural: dispneia em derrames volumosos, não em menor tempo de evolução.
A tuberculose pleural é uma forma comum de TB extrapulmonar. A dispneia é um sintoma que geralmente se manifesta em casos de derrames pleurais mais volumosos e com maior tempo de evolução, não sendo característica de pacientes com menor tempo de sintomas.
A tuberculose pleural é a forma mais comum de tuberculose extrapulmonar em indivíduos imunocompetentes, resultando da ruptura de um foco caseoso subpleural para o espaço pleural, desencadeando uma reação de hipersensibilidade. É mais prevalente em jovens e cursa com um quadro subagudo de dor torácica pleurítica, febre, tosse seca e sintomas constitucionais como astenia, emagrecimento e anorexia. O diagnóstico é desafiador e baseia-se na análise do líquido pleural, que tipicamente revela um exsudato linfocítico com níveis elevados de adenosina desaminase (ADA) e baixa glicose. A baciloscopia do líquido pleural é frequentemente negativa, sendo a biópsia pleural com histopatologia (granulomas caseosos) e cultura para Mycobacterium tuberculosis o padrão-ouro. O tratamento da tuberculose pleural segue o mesmo esquema da tuberculose pulmonar, com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (RIPE) por dois meses, seguidos por rifampicina e isoniazida por mais quatro meses. O uso de corticosteroides é controverso e geralmente não recomendado, exceto em casos específicos de derrame volumoso com sintomas importantes.
Os sintomas mais comuns incluem dor torácica pleurítica, febre, tosse seca e sintomas constitucionais como astenia, emagrecimento e anorexia, que podem estar presentes em até 70% dos pacientes.
O diagnóstico é feito pela análise do líquido pleural, que tipicamente mostra exsudato linfocítico, ADA elevado (>40 U/L), e baixa glicose. A biópsia pleural com histopatologia e cultura é o padrão-ouro.
Não, a dispneia geralmente não é um sintoma precoce. Ela tende a ocorrer em pacientes com derrames pleurais mais volumosos e com maior tempo de evolução, devido à compressão pulmonar.
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