FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2015
Homem branco, 42 anos, com diagnóstico de neoplasia de esôfago em tratamento oncológico com quimioterapia e resposta clinica inicial adequada, é internado para investigação por apresentar há 2 meses febre vespertina com sudorese noturna, astenia, emagrecimento com perda de 8 kg nos últimos 30 dias, dor torácica pleurítica à direita, tosse produtiva e dispneia progressiva, com trepopneia ao decúbito lateral esquerdo. Ao exame físico, encontrava-se emagrecido, hipocorado ++/4, Cianose central +/4, Frequência respiratória de 36 irpm, expansibilidade diminuída a direita, com frêmito toracovocal e murmúrio vesicular abolidos em 2/3 inferiores do hemitórax direito. A radiografia de tórax em PA da admissão mostra velamento de 2/3 inferiores à direita, confirmando presença de liquido livre ao ser realizado raio X em Laurell D. O diagnóstico etiológico mais provável para o caso acima é:
Paciente oncológico com sintomas B + derrame pleural arrastado → Tuberculose pleural (imunossupressão).
O quadro clínico de febre vespertina, sudorese noturna, astenia e emagrecimento (sintomas B) em um paciente imunossuprimido por quimioterapia e neoplasia, associado a um derrame pleural, é altamente sugestivo de tuberculose pleural. A trepopneia reforça a presença de derrame significativo.
A tuberculose pleural é uma forma comum de tuberculose extrapulmonar, especialmente relevante em populações de risco, como pacientes imunossuprimidos. O caso clínico descreve um paciente com neoplasia esofágica em quimioterapia, um cenário que confere imunossupressão e aumenta a suscetibilidade a infecções oportunistas. O quadro de febre vespertina, sudorese noturna, astenia e emagrecimento, conhecidos como "sintomas B", é altamente sugestivo de tuberculose, especialmente quando arrastado por dois meses. A presença de derrame pleural exsudativo, confirmado pela radiografia e pela trepopneia, reforça a suspeita. No diagnóstico diferencial de derrame pleural em pacientes oncológicos, é crucial considerar tanto causas paraneoplásicas quanto infecciosas. A tuberculose deve ser ativamente investigada, pois seu tratamento é específico e difere do manejo de um derrame paraneoplásico. A análise do líquido pleural, incluindo contagem celular, bioquímica (proteínas, LDH, glicose), pesquisa de BAAR e cultura, além da dosagem de adenosina deaminase (ADA) e, se necessário, biópsia pleural, são etapas essenciais para o diagnóstico definitivo.
Os sintomas clássicos incluem febre vespertina, sudorese noturna, astenia, emagrecimento, tosse e dor torácica pleurítica. Em pacientes imunossuprimidos, o quadro pode ser mais arrastado.
Pacientes oncológicos em quimioterapia apresentam imunossupressão, o que os torna mais suscetíveis a infecções oportunistas, como a tuberculose, que pode se manifestar de forma atípica ou com maior gravidade.
Embora ambos possam ser exsudativos, o derrame tuberculoso frequentemente apresenta sintomas B mais proeminentes e arrastados. A análise do líquido pleural (adenosina deaminase elevada, cultura para BAAR) e biópsia pleural são cruciais para o diagnóstico definitivo.
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