Tuberculose Pleural: Diagnóstico em Pacientes de Risco

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo masculino, de 36 anos, morador de rua. Refere há cerca de oito meses mal-estar, febre vespertina não aferida, sudorese, dispneia aos moderados esforço, tosse seca esporádica e perda de 7 kg no período. Nega tabagismo. Ao exame, apresentava-se em regular estado geral, eupneico, consciente. Ausculta pulmonar com redução de murmúrio vesicular no terço inferior do hemitórax esquerdo associado com frêmito toracovocal diminuído e percussão com macicez no mesmo local. O raio X de tórax mostra velamento no terço inferior do hemitórax esquerda, sem outras alterações. Qual é o diagnóstico mais provável para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Câncer de pulmão.
  2. B) Tuberculose pleural.
  3. C) Pneumonia.
  4. D) Asma.

Pérola Clínica

Morador de rua + síndrome consuptiva + derrame pleural = alta suspeita de Tuberculose Pleural.

Resumo-Chave

A Tuberculose Pleural deve ser fortemente suspeitada em pacientes com fatores de risco (como ser morador de rua), sintomas constitucionais crônicos (febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso) e achados de derrame pleural no exame físico e radiografia de tórax. É uma forma comum de tuberculose extrapulmonar.

Contexto Educacional

A Tuberculose Pleural é uma forma comum de tuberculose extrapulmonar, resultante da ruptura de um foco caseoso subpleural para o espaço pleural, levando a uma reação de hipersensibilidade. É uma condição importante a ser considerada, especialmente em populações de risco, como moradores de rua, imunocomprometidos e contatos de casos de tuberculose pulmonar. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento e prevenir a progressão da doença. A apresentação clínica da tuberculose pleural é frequentemente insidiosa, com sintomas constitucionais crônicos, como febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso e mal-estar, além de sintomas respiratórios como tosse, dispneia e dor torácica pleurítica. O exame físico revela sinais de derrame pleural, como macicez à percussão, diminuição do frêmito toracovocal e redução do murmúrio vesicular. O raio X de tórax tipicamente mostra velamento do seio costofrênico ou opacificação do hemitórax. O diagnóstico diferencial do derrame pleural é amplo, incluindo causas neoplásicas, infecciosas (pneumonia bacteriana, viral), insuficiência cardíaca e doenças autoimunes. No entanto, a combinação de fatores de risco sociais, sintomas crônicos e achados de derrame pleural deve levantar forte suspeita de tuberculose. A toracocentese com análise do líquido pleural (exsudato linfocítico, ADA elevado) e, se necessário, biópsia pleural para histopatologia e cultura, são os métodos confirmatórios. O tratamento segue os mesmos esquemas da tuberculose pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da tuberculose pleural?

Os sintomas da tuberculose pleural incluem febre (geralmente vespertina), sudorese noturna, perda de peso (síndrome consuptiva), tosse seca ou produtiva, dispneia e dor torácica pleurítica. O início é frequentemente insidioso e crônico.

Como o exame físico e o raio X de tórax auxiliam no diagnóstico de derrame pleural?

No exame físico, o derrame pleural é sugerido por macicez à percussão, diminuição do frêmito toracovocal e redução ou abolição do murmúrio vesicular na área afetada. O raio X de tórax mostra velamento do seio costofrênico e, em derrames maiores, opacificação homogênea com linha de Damoiseau.

Qual é o próximo passo diagnóstico após a suspeita de tuberculose pleural?

Após a suspeita, o próximo passo é a toracocentese diagnóstica. A análise do líquido pleural pode revelar um exsudato, com predominância linfocitária, glicose baixa e ADA (adenosina deaminase) elevada. A cultura para *Mycobacterium tuberculosis* e a biópsia pleural são essenciais para a confirmação definitiva.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo