Tuberculose Pleural: Esquema de Tratamento Essencial

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 62 anos, morador de rua, admitido no Hospital com quadro de dispneia aos esforços e tosse. Ao exame físico, foi encontrado murmúrio vesicular abolido em base pulmonar direita, sendo confirmado derrame pleural unilateral ao raio X de tórax. Realizada toracocentese diagnóstica, evidenciando características de tuberculose pleural. Considerando que não há outro diagnóstico associado, qual deve ser o tratamento a se instituir ao paciente?

Alternativas

  1. A) Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol por 4 meses, e Rifampicina e Isoniazida por mais 2 meses.
  2. B) Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida por 2 meses, e Rifampicina e Isoniazida por mais 2 meses.
  3. C) Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol por 2 meses, e Rifampicina e Isoniazida por mais 10 meses.
  4. D) Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol por 2 meses, e Rifampicina e Isoniazida por mais 7 meses.
  5. E) Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol por 2 meses, e Rifampicina e Isoniazida por mais 4 meses.

Pérola Clínica

Tuberculose pleural = RIPE por 2 meses + RI por 4 meses (total 6 meses).

Resumo-Chave

O tratamento da tuberculose pleural segue o mesmo esquema básico da tuberculose pulmonar sensível, que consiste em uma fase intensiva de 2 meses com Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol (RIPE), seguida por uma fase de manutenção de 4 meses com Rifampicina e Isoniazida (RI). A duração total é de 6 meses.

Contexto Educacional

A tuberculose pleural é uma forma comum de tuberculose extrapulmonar, resultante da ruptura de um foco subpleural caseoso no espaço pleural, levando a uma reação de hipersensibilidade. É uma causa frequente de derrame pleural exsudativo em regiões endêmicas. O diagnóstico é confirmado pela análise do líquido pleural (predomínio linfocitário, ADA elevado) e, idealmente, por biópsia pleural com histopatologia e cultura. O tratamento da tuberculose pleural segue as diretrizes do tratamento da tuberculose pulmonar sensível, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde. O esquema básico é dividido em duas fases: uma fase intensiva e uma fase de manutenção. A fase intensiva dura 2 meses e utiliza quatro medicamentos: Rifampicina (R), Isoniazida (I), Pirazinamida (P) e Etambutol (E), conhecido como esquema RIPE. Esta fase visa reduzir rapidamente a carga bacteriana e prevenir o desenvolvimento de resistência. A fase de manutenção, que se segue, dura 4 meses e utiliza dois medicamentos: Rifampicina (R) e Isoniazida (I). A duração total do tratamento é de 6 meses. É crucial a adesão completa ao tratamento para garantir a cura e evitar o desenvolvimento de resistência medicamentosa, especialmente em populações vulneráveis como moradores de rua.

Perguntas Frequentes

Qual é o esquema de tratamento padrão para a tuberculose pleural?

O tratamento padrão para tuberculose pleural consiste em uma fase intensiva de 2 meses com quatro drogas (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol - RIPE), seguida por uma fase de manutenção de 4 meses com duas drogas (Rifampicina e Isoniazida - RI), totalizando 6 meses.

Por que a tuberculose pleural não requer um tratamento mais longo que a pulmonar?

A maioria das formas de tuberculose extrapulmonar, incluindo a pleural, responde bem ao esquema de 6 meses, similar à forma pulmonar. A exceção são casos como tuberculose do sistema nervoso central ou óssea/articular, que podem exigir um período mais prolongado.

Quais são os principais efeitos adversos dos medicamentos do esquema RIPE?

Rifampicina pode causar hepatotoxicidade e urina alaranjada; Isoniazida, hepatotoxicidade e neuropatia periférica; Pirazinamida, hepatotoxicidade e hiperuricemia; e Etambutol, neurite óptica. O monitoramento é crucial.

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