UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Criança de 5 anos de idade, apresenta tosse úmida e diminuição do apetite há 20 dias, associados a febre não aferida. Em uso atual de xarope expectorante e já fez uso de amoxicilina por 7 dias, sem melhora. Ao exame físico, peso com Z-score <-3, ausculta pulmonar sem alterações. O irmão mais velho, de 19 anos, apresenta os mesmos sintomas há 30 dias Em relação ao caso é correto afirmar que:
Criança com tosse crônica, perda de peso e contato TB → Investigar Tuberculose com clínica, epidemiologia, RX tórax e PPD.
A tuberculose em crianças pode apresentar-se de forma inespecífica, com sintomas arrastados como tosse úmida e perda de peso. A história de contato intradomiciliar com um adulto sintomático é um forte indicativo epidemiológico que direciona a investigação diagnóstica.
A tuberculose pediátrica é um desafio diagnóstico devido à apresentação clínica inespecífica e à dificuldade na obtenção de amostras para exames bacteriológicos. É uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, com maior incidência em populações vulneráveis e em contato com adultos bacilíferos. A suspeita deve ser alta em crianças com sintomas respiratórios prolongados, perda de peso, febre e história de contato. O diagnóstico da TB em crianças é complexo e baseia-se em um conjunto de evidências clínicas, epidemiológicas, radiológicas e imunológicas. A radiografia de tórax pode revelar adenomegalias hilares, infiltrados ou cavidades. O teste tuberculínico (PPD) é fundamental para detectar a infecção, embora não diferencie infecção latente de doença ativa. Exames como pesquisa de BAAR no escarro (se possível), lavado gástrico ou escarro induzido são importantes para confirmação bacteriológica. O tratamento da tuberculose pediátrica segue esquemas padronizados, geralmente com múltiplos fármacos por um período prolongado, visando a cura e a prevenção de sequelas. A adesão ao tratamento é crucial e o acompanhamento é essencial para monitorar a resposta e identificar possíveis efeitos adversos. A investigação de contatos é vital para quebrar a cadeia de transmissão e prevenir novos casos.
Em crianças, a tuberculose pode manifestar-se com tosse crônica (mais de 3 semanas), febre prolongada, perda de peso, diminuição do apetite e retardo do crescimento. Os sintomas podem ser inespecíficos e de difícil reconhecimento.
O PPD é crucial para identificar infecção latente ou ativa, especialmente em crianças com contato com casos de TB. Um resultado positivo, junto à clínica e epidemiologia, reforça a suspeita diagnóstica de tuberculose.
A história de contato com um adulto sintomático ou diagnosticado com TB é um fator epidemiológico fundamental, aumentando significativamente a probabilidade de infecção e exigindo investigação ativa na criança exposta.
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