UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Sobre a tuberculose na criança é CORRETO afirmar que:
Diagnóstico de TB em crianças com baciloscopia/TRM negativos → Usar sistema de pontuação validado (escore) para guiar a conduta.
O diagnóstico de tuberculose em crianças é desafiador devido à paucibacilaridade e dificuldade na coleta de amostras. Quando baciloscopia e teste rápido molecular são negativos, sistemas de pontuação clínica e epidemiológica são cruciais para o diagnóstico, especialmente em países endêmicos como o Brasil.
A tuberculose (TB) na criança representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, sendo uma das principais causas de morbimortalidade infantil em países em desenvolvimento. A epidemiologia da TB infantil está intrinsecamente ligada à prevalência da doença em adultos, pois a maioria das crianças adquire a infecção por contato domiciliar. A importância clínica reside na alta taxa de progressão da infecção latente para doença ativa em crianças pequenas, e na maior propensão a formas graves e disseminadas. A fisiopatologia da TB infantil difere da adulta, com maior frequência de formas extrapulmonares e paucibacilares. O diagnóstico é dificultado pela inespecificidade dos sintomas (febre, tosse, perda de peso), pela dificuldade de coleta de escarro em crianças pequenas e pela baixa sensibilidade da baciloscopia. O teste rápido molecular (TRM) é mais sensível, mas ainda pode ser negativo em casos paucibacilares. A radiografia torácica é um pilar, mas achados podem ser inespecíficos. Em crianças com baciloscopia e TRM negativos, o diagnóstico é frequentemente baseado em um sistema de pontuação (escore) que integra dados clínicos, epidemiológicos e radiológicos, validado para uso local. O lavado gástrico é uma opção para coleta de amostras em crianças que não expectoram, mas não é a primeira escolha para todas as idades. O tratamento da TB infantil segue esquemas padronizados, adaptados ao peso da criança. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a adesão e o acompanhamento são cruciais. Pontos de atenção incluem a necessidade de investigação de contatos, a profilaxia para contatos e a vacinação BCG. A radiografia torácica é um exame essencial, não devendo ser solicitada apenas em casos de ausculta alterada, pois a TB pulmonar em crianças pode ter ausculta normal.
Em crianças, a tuberculose é frequentemente paucibacilar, o que significa que há poucos bacilos nas amostras, dificultando a detecção por baciloscopia e cultura. Além disso, crianças pequenas têm dificuldade em expectorar, tornando a coleta de escarro um desafio.
O lavado gástrico é uma técnica invasiva para coletar amostras respiratórias em crianças que não conseguem expectorar. É indicado em casos suspeitos de TB pulmonar quando outros métodos menos invasivos são negativos ou inviáveis, e a idade da criança é um fator importante (geralmente < 5-6 anos).
Os sistemas de pontuação geralmente consideram critérios clínicos (sintomas como tosse persistente, febre, perda de peso), epidemiológicos (contato com caso de TB), radiológicos (achados na radiografia de tórax) e, por vezes, imunológicos (teste tuberculínico).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo