IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Menino, de 1 ano de idade, é levado em consulta na Unidade Básica de Saúde. Os pais referem que a criança apresenta tosse diária há um mês, associada a febre baixa, sudorese noturna e perda de apetite há duas semanas. Na avaliação inicial, você identifica que a criança está com baixo peso para a idade. Qual é a conduta inicial baseada na principal hipótese diagnóstica para esse caso?
Criança com tosse crônica, febre baixa, sudorese noturna e perda de peso = investigar Tuberculose (RX tórax, PPD, contato).
A tuberculose pediátrica deve ser fortemente suspeitada em crianças com sintomas respiratórios crônicos (tosse > 3 semanas), sintomas constitucionais (febre baixa, sudorese noturna, perda de peso) e baixo peso. A investigação inicial inclui radiografia de tórax, PPD e pesquisa ativa de contato com adultos bacilíferos, que é crucial para o diagnóstico em crianças.
A Tuberculose (TB) pediátrica é um grave problema de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. Em crianças, a doença frequentemente se manifesta de forma inespecífica, o que dificulta o diagnóstico e pode levar a atrasos no tratamento. A epidemiologia da TB infantil está intrinsecamente ligada à prevalência da doença em adultos, sendo a infecção geralmente adquirida por contato próximo com um adulto bacilífero. A fisiopatologia da TB em crianças difere da de adultos, com maior probabilidade de progressão rápida da infecção primária para doença ativa e formas graves, como a TB miliar ou meníngea. O diagnóstico é um desafio, pois a baciloscopia de escarro é frequentemente negativa devido à paucibacilaridade. A suspeita clínica baseia-se em sintomas como tosse crônica (>3 semanas), febre baixa prolongada, sudorese noturna, perda de peso e retardo do crescimento. A investigação inclui radiografia de tórax (que pode mostrar adenopatia hilar ou infiltrados), o Teste Tuberculínico (PPD) e, crucialmente, a pesquisa de contato com adultos com TB. A conduta inicial para um caso suspeito envolve a realização desses exames complementares. Se a hipótese for confirmada, o tratamento é com esquema politerápico específico para TB, adaptado à idade e peso da criança. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas o atraso no diagnóstico pode levar a sequelas graves. A prevenção, através da vacinação BCG e tratamento da TB latente em contatos, é fundamental.
Os sintomas mais comuns incluem tosse persistente por mais de 3 semanas, febre baixa vespertina, sudorese noturna, perda de peso ou dificuldade em ganhar peso, e fadiga. Em lactentes, pode haver irritabilidade e retardo do desenvolvimento.
A pesquisa de contato é fundamental, pois a maioria das crianças adquire tuberculose de um adulto bacilífero no ambiente familiar ou próximo. Identificar a fonte de infecção é crucial para o diagnóstico da criança, para iniciar o tratamento do contato e para interromper a cadeia de transmissão na comunidade.
O PPD (Teste Tuberculínico) avalia a resposta imune celular à tuberculina, indicando infecção prévia ou atual pelo Mycobacterium tuberculosis. Um PPD reator, associado a sintomas e/ou alterações radiológicas e história de contato, reforça a hipótese diagnóstica de tuberculose em crianças, que frequentemente têm baciloscopia negativa.
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