SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Não existe um método de fácil aplicação acurado para o diagnóstico de tuberculose em crianças. Assim, o pediatra pode lançar mão de uma combinação de critérios clínicos e epidemiológicos associados ao(à):
TB infantil = Clínica + Epidemiologia (contato) + Prova Tuberculínica (PPD).
O diagnóstico de TB em crianças é paucibacilar, dependendo de escores que somam clínica, radiologia, história de contato e reatividade ao PPD.
A tuberculose na infância representa um desafio diagnóstico único. Diferente dos adultos, as crianças raramente apresentam formas cavitárias e bacilíferas. A apresentação mais comum é a linfadenopatia hilar e infiltrados pulmonares inespecíficos. Por isso, a epidemiologia (contato domiciliar) é o pilar mais forte da suspeita clínica. A Prova Tuberculínica (PPD) ou os ensaios de liberação de interferon-gama (IGRAs) são ferramentas essenciais para demonstrar a infecção pelo Mycobacterium tuberculosis. O tratamento precoce é fundamental para prevenir formas graves, como a meningoencefalite e a TB miliar, que são mais frequentes em lactentes e crianças desnutridas.
O Ministério da Saúde utiliza um sistema de pontuação que avalia cinco critérios: quadro clínico-radiológico, história de contato com adulto bacilífero, teste tuberculínico (PPD), estado nutricional e, se disponível, estudo anatomopatológico. Uma pontuação ≥ 40 torna o diagnóstico muito provável, autorizando o início do tratamento mesmo sem confirmação bacteriológica.
A interpretação depende do estado vacinal e imunológico. Em crianças vacinadas com BCG há mais de 2 anos ou não vacinadas, um PPD ≥ 5 mm é considerado positivo. Em crianças vacinadas há menos de 2 anos, o ponto de corte pode ser maior (≥ 10 mm) devido ao efeito da vacina, embora a clínica e o contato sejam soberanos.
Crianças pequenas geralmente apresentam a forma paucibacilar da doença (poucos bacilos) e não conseguem expectorar voluntariamente. Frequentemente é necessário recorrer ao lavado gástrico em ambiente hospitalar para tentar isolar o bacilo, mas mesmo assim a sensibilidade permanece baixa (30-40%).
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