UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
A tuberculose na infância diferencia-se da doença dos adultos, em alguns aspectos. Na criança:
Tuberculose infantil: diagnóstico por sistema de pontos (MS) e PPD > 5mm (independente de BCG) são cruciais.
A tuberculose na infância apresenta particularidades diagnósticas e clínicas. O diagnóstico é frequentemente mais difícil devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de isolar o bacilo. O sistema de pontos do Ministério da Saúde é uma ferramenta validada para auxiliar no diagnóstico em crianças, considerando critérios clínicos, epidemiológicos, radiológicos e o teste tuberculínico (PPD).
A tuberculose (TB) na infância difere significativamente da doença em adultos, tanto em suas manifestações clínicas quanto nos desafios diagnósticos. Em crianças, a doença pulmonar primária é mais comum, com linfonodomegalia hilar e atelectasias, e a formação de lesões escavadas é rara, ao contrário dos adultos, onde as lesões cavitárias nos lobos superiores são características. As formas extrapulmonares também são mais frequentes e graves em crianças pequenas. O diagnóstico da TB em crianças é complexo devido à inespecificidade dos sintomas, à dificuldade de obter amostras para pesquisa bacteriológica (escarro) e à baixa positividade da baciloscopia. Por isso, o Ministério da Saúde estabeleceu e validou um sistema de pontos que considera critérios clínicos (sintomas, contato com doente), epidemiológicos (contato com caso de TB), radiológicos (alterações no raio-X de tórax) e o teste tuberculínico (PPD). Esse sistema auxilia na decisão diagnóstica e terapêutica, especialmente em locais com recursos limitados para exames complementares. Em relação ao PPD, em crianças, especialmente menores de 5 anos, um PPD ≥ 5 mm é frequentemente considerado positivo, independentemente da vacinação BCG, pois indica infecção e um risco aumentado de progressão para doença ativa. A vacina BCG pode causar uma reação ao PPD, mas geralmente não ultrapassa 10 mm e a interpretação deve ser cuidadosa, priorizando o risco de doença grave em crianças. A pesquisa do bacilo pode ser realizada em crianças, mesmo as que não expectoram, através de lavado gástrico ou escarro induzido, embora seja mais desafiadora.
Em crianças, a tuberculose pulmonar primária é mais comum, com linfonodomegalia hilar e atelectasias, e a formação de lesões escavadas é rara. As formas extrapulmonares e disseminadas são mais frequentes e graves em crianças pequenas.
O sistema de pontos atribui escores a critérios clínicos (sintomas, contato), epidemiológicos, radiológicos e ao teste tuberculínico (PPD). A soma dos pontos auxilia na probabilidade diagnóstica e na decisão de iniciar o tratamento, especialmente quando a confirmação bacteriológica é difícil.
Em crianças, especialmente menores de 5 anos, um PPD ≥ 5 mm é frequentemente considerado positivo, independentemente da vacinação BCG, pois indica infecção e risco de progressão para doença ativa. A vacina BCG pode causar reatividade, mas geralmente não ultrapassa 10 mm.
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