Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021
Podemos indicar como inadequado a respeito de Tuberculose TB óssea o seguinte item:
Destruição vertebral e osteólise em TB óssea = doença ATIVA. Involução de achados na RNM + melhora clínica = regressão.
Na tuberculose óssea, achados radiológicos como destruição da porção anterior dos corpos vertebrais, osteólise (especialmente em epífises de ossos longos) e abscessos paravertebrais na RNM são indicativos de doença em atividade. A regressão desses achados, juntamente com a melhora clínica, sugere resposta ao tratamento e não doença em regressão.
A tuberculose óssea, também conhecida como osteoarticular, é uma forma de tuberculose extrapulmonar que pode afetar qualquer osso ou articulação, sendo a coluna vertebral (Doença de Pott ou espondilite tuberculosa) o local mais comum. É uma condição grave que, se não tratada, pode levar a deformidades, dor crônica e déficits neurológicos. O diagnóstico é desafiador e requer uma combinação de achados clínicos, radiológicos e microbiológicos. Na fisiopatologia, o Mycobacterium tuberculosis atinge o osso por via hematogênica, causando uma osteomielite granulomatosa. Os achados de imagem, especialmente na Ressonância Nuclear Magnética (RNM), são cruciais para o diagnóstico e acompanhamento. Sinais de doença em atividade incluem destruição da porção anterior dos corpos vertebrais, áreas de osteólise (particularmente em epífises de ossos longos) e a presença de abscessos de tecidos moles adjacentes, como os abscessos paravertebrais. É fundamental diferenciar esses sinais de doença ativa de achados residuais ou em regressão. O tratamento da tuberculose óssea é prolongado, geralmente com múltiplos fármacos antituberculose. O acompanhamento com exames de imagem, como a RNM, é essencial para monitorar a resposta terapêutica. A involução dos achados de acometimento de tecidos moles e das alterações ósseas, em conjunto com a melhora clínica, é um indicador de regressão da doença e pode guiar a decisão de alta do tratamento. Residentes devem estar aptos a interpretar esses achados para um manejo adequado e evitar erros de interpretação que possam comprometer o tratamento do paciente.
Na tuberculose óssea, a destruição da porção anterior dos corpos vertebrais, áreas de osteólise (principalmente em epífises de ossos longos) e o acometimento de tecidos moles adjacentes, como abscessos paravertebrais visualizados na RNM, são fortes indicadores de doença em atividade.
A Ressonância Nuclear Magnética (RNM) é crucial no acompanhamento da tuberculose óssea, pois a involução dos achados de acometimento de tecidos moles e das alterações ósseas é um indicador de resposta ao tratamento. Em conjunto com critérios clínicos, ajuda a definir a alta do tratamento.
Os abscessos paravertebrais são uma manifestação comum da tuberculose vertebral (Doença de Pott) e indicam doença ativa. Sua presença na RNM é um sinal importante de atividade infecciosa e sua regressão é um bom marcador de resposta terapêutica.
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