CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Com relação à tuberculose ocular, é correto afirmar:
Tuberculose ocular → Geralmente ocorre por disseminação hematogênica de focos primários distantes.
A tuberculose ocular é uma forma de TB extrapulmonar que ocorre majoritariamente via hematogênica, podendo se manifestar como uveíte granulomatosa crônica no trato uveal.
A tuberculose ocular representa um desafio diagnóstico devido à sua natureza 'mimetizadora' e à dificuldade de isolar o Mycobacterium tuberculosis de amostras oculares. A fisiopatologia envolve tanto a invasão direta pelo bacilo quanto reações de hipersensibilidade do tipo IV (imunidade celular) aos antígenos micobacterianos. O trato uveal é o local mais frequentemente acometido devido ao seu rico suprimento sanguíneo. O diagnóstico geralmente é presuntivo, baseado em achados clínicos oculares compatíveis, teste de PPD ou IGRA positivo, e exclusão de outras causas, muitas vezes corroborado pela resposta terapêutica ao esquema RIPE.
A via mais comum é a disseminação hematogênica a partir de um foco primário, geralmente pulmonar, mesmo que este foco esteja latente ou não seja clinicamente evidente. O bacilo se aloja preferencialmente em tecidos altamente vascularizados, como a coroide (trato uveal posterior).
A tuberculose ocular classicamente causa uma uveíte granulomatosa, caracterizada por precipitados ceráticos em 'gordura de carneiro' e nódulos de íris. No entanto, ela pode se manifestar de diversas formas, incluindo uveíte não granulomatosa, vasculite retiniana e coroidite focal ou multifocal.
Não, a tuberculose ocular primária (onde o olho é a porta de entrada) é extremamente rara. Quase todos os casos de tuberculose ocular são secundários a uma infecção sistêmica prévia, ocorrendo por reativação de bacilos que chegaram ao olho via sangue durante a fase de disseminação inicial.
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