CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Gestante adquiriu tuberculose pulmonar durante a gestação. Persiste bacilífera mesmo após o nascimento do bebê. Em relação ao recémnascido dessa mãe, é CORRETO afirmar que:
RN de mãe bacilífera → Quimioprofilaxia (Isoniazida/Rifampicina) + TST 3 meses. Se TST negativo, vacinar BCG.
Em recém-nascidos de mães bacilíferas, a quimioprofilaxia é prioritária para prevenir a tuberculose. A vacina BCG só deve ser aplicada após exclusão de infecção latente ou ativa, geralmente após um período de quimioprofilaxia e um teste tuberculínico negativo.
A tuberculose na gestação e no período neonatal representa um desafio clínico significativo. A transmissão da tuberculose para o recém-nascido pode ocorrer por via congênita (rara, via transplacentária), perinatal (durante o parto) ou pós-natal (mais comum, por contato com a mãe bacilífera). O manejo adequado é crucial para prevenir a doença grave no neonato. Em recém-nascidos de mães com tuberculose pulmonar bacilífera, a prioridade é a quimioprofilaxia. Inicia-se isoniazida ou rifampicina no neonato para prevenir a infecção. O aleitamento materno é geralmente encorajado, desde que a mãe esteja em tratamento e adote medidas de controle de infecção, como uso de máscara. A vacina BCG, que confere proteção contra formas graves de tuberculose, não deve ser administrada imediatamente nesses casos. Após três meses de quimioprofilaxia, o recém-nascido deve ser submetido a um teste tuberculínico (TST). Se o TST for negativo, indicando ausência de infecção, a vacina BCG pode ser aplicada. Se o TST for positivo, a criança deve ser investigada para tuberculose ativa e tratada conforme o caso.
A conduta inicial é iniciar a quimioprofilaxia com isoniazida ou rifampicina no recém-nascido. O aleitamento materno geralmente é mantido, desde que a mãe esteja em tratamento e siga as medidas de controle de infecção.
A vacina BCG deve ser adiada. Após 3 meses de quimioprofilaxia, realiza-se um teste tuberculínico (TST). Se o TST for negativo, a vacina BCG pode ser administrada.
Não, o aleitamento materno não é contraindicado, desde que a mãe esteja em tratamento e siga as precauções respiratórias. Os benefícios do aleitamento superam os riscos de transmissão, que é principalmente por via respiratória.
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