SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Foi levado para o hospital um recém-nascido, do sexo masculino, com 39 semanas de vida, AIG, assintomático, filho de mãe com tuberculose, diagnosticada no início do terceiro trimestre, em tratamento regular. Exames maternos dos últimos 15 dias revelaram o seguinte: pesquisa BAAR no escarro negativo e radiografia de tórax sem alterações. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta, com relação à conduta recomendada para o paciente em questão.
RN de mãe com TB em tratamento regular, BAAR negativo, RX normal → amamentação liberada + BCG aplicada.
Recém-nascidos de mães com tuberculose que estão em tratamento regular, com escarro BAAR negativo e radiografia de tórax sem alterações, não necessitam de restrições à amamentação e podem receber a vacina BCG normalmente, pois o risco de transmissão é baixo e a mãe não está bacilífera.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa grave, e a conduta em recém-nascidos (RN) de mães com TB exige atenção especial para prevenir a transmissão e garantir a proteção do bebê. A transmissão da TB para o RN pode ocorrer de forma congênita (transplacentária), perinatal (contato com secreções maternas) ou pós-natal (contato respiratório). A avaliação do risco e a definição da conduta dependem do status clínico e baciloscópico da mãe. No caso de uma mãe com TB diagnosticada no terceiro trimestre, em tratamento regular, com pesquisa de BAAR no escarro negativa e radiografia de tórax sem alterações nos últimos 15 dias, o risco de transmissão para o RN é considerado muito baixo. Isso significa que a mãe não está bacilífera e, portanto, não representa um risco de transmissão respiratória ativa para o bebê. Nessas condições, a amamentação não deve ser contraindicada, pois o leite materno não transmite o Mycobacterium tuberculosis e oferece inúmeros benefícios ao RN. Além disso, a vacina BCG, que protege contra as formas graves de TB, pode e deve ser aplicada normalmente, pois não há risco de infecção ativa pelo bacilo da TB no RN que justifique o adiamento ou a contraindicação da vacina. A profilaxia com isoniazida para o RN seria considerada se a mãe estivesse bacilífera ou com tratamento inadequado.
A amamentação é contraindicada apenas se a mãe apresentar tuberculose pulmonar ativa e bacilífera (BAAR positivo) e não estiver em tratamento adequado, devido ao risco de transmissão respiratória direta para o bebê.
O BAAR negativo e a radiografia de tórax normal indicam que a mãe não está eliminando bacilos e, portanto, o risco de transmissão para o recém-nascido é mínimo, permitindo amamentação e vacinação BCG sem restrições adicionais.
A vacina BCG deve ser adiada se o RN tiver tuberculose congênita ou se a mãe estiver com TB ativa e bacilífera sem tratamento adequado, necessitando de quimioprofilaxia para o bebê antes da vacinação, ou em casos de imunodeficiência grave do RN.
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