FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
Gestante com diagnóstico de tuberculose e tratamento iniciado há sete dias, chega em trabalho de parto e dá à luz a recém-nascido (RN) em bom estado geral, assintomático, 39 semanas, pesando 2.700g. Em relação ao RN, a conduta correta é:
RN de mãe com TB ativa (tratamento < 15 dias) → isolamento materno, amamentação com máscara.
Em casos de tuberculose materna ativa com tratamento recente (menos de 15 dias) ou baciloscopia positiva, o RN deve ser afastado da mãe para evitar contaminação direta, mas a amamentação é permitida com uso de máscara pela mãe, pois o leite materno não transmite a doença. A profilaxia com isoniazida é indicada para o RN.
A tuberculose em gestantes representa um desafio clínico, exigindo manejo cuidadoso para proteger o recém-nascido. A transmissão da tuberculose para o RN pode ocorrer por via congênita (rara, via transplacentária), intraparto (aspiração de secreções) ou pós-natal (mais comum, por contato respiratório). É crucial diferenciar essas formas para definir a conduta. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da mãe são fundamentais. Em relação ao RN, a conduta depende do status de tratamento materno e da baciloscopia. Se a mãe estiver em tratamento há menos de 15 dias ou tiver baciloscopia positiva, o RN deve ser afastado da mãe, mas a amamentação é permitida com máscara. A profilaxia com isoniazida é geralmente indicada para o RN, e a vacina BCG é administrada após o término da profilaxia ou imediatamente, dependendo do risco. O prognóstico da tuberculose neonatal pode ser grave, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A vigilância dos contatos e a adesão ao tratamento materno são pilares para a prevenção da doença no RN. A educação da família sobre as medidas de controle de infecção é vital.
O principal risco é a transmissão pós-natal por via respiratória, especialmente se a mãe tem doença pulmonar ativa e tratamento recente ou inadequado. A transmissão congênita é rara.
Sim, a amamentação é permitida e incentivada, desde que a mãe utilize máscara N95 ou cirúrgica durante o contato e amamentação, especialmente se o tratamento for recente (<15 dias) ou a baciloscopia for positiva.
O RN deve receber profilaxia com isoniazida por 3 meses, seguida de BCG, se assintomático e sem evidência de doença. Se a mãe estiver em tratamento há mais de 15 dias e com boa resposta, o RN pode receber apenas BCG.
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