USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Uma criança recém-nascida cuja mãe tenha tuberculose bacilífera deverá receber o mais precocemente possível:
RN de mãe bacilífera → Isoniazida profilática por 3 meses; se PPD negativo, vacinar BCG e suspender isoniazida. Se PPD positivo, investigar e tratar tuberculose.
Recém-nascidos expostos à tuberculose bacilífera materna devem receber quimioprofilaxia com isoniazida o mais precocemente possível. A vacina BCG não deve ser administrada inicialmente, pois o RN pode estar infectado e a vacina poderia agravar a doença ou mascarar o diagnóstico.
A tuberculose neonatal, embora rara, é uma condição grave com alta morbimortalidade, sendo crucial a profilaxia adequada. Recém-nascidos de mães com tuberculose bacilífera (com baciloscopia positiva) são considerados contatos de alto risco e podem ter sido expostos à bactéria in utero ou no período pós-natal imediato. A importância clínica reside na prevenção da doença disseminada no RN. A fisiopatologia envolve a transmissão transplacentária ou, mais comumente, a exposição pós-natal por inalação de aerossóis da mãe. O diagnóstico precoce é desafiador devido aos sintomas inespecíficos. A conduta padrão para RN de mãe bacilífera é iniciar a quimioprofilaxia com isoniazida (10 mg/kg/dia) o mais precocemente possível, por 3 meses, enquanto se aguarda a avaliação do risco de infecção. Durante o período de profilaxia, o RN não deve receber a vacina BCG. Após 3 meses de isoniazida, realiza-se o PPD. Se negativo, suspende-se a isoniazida e aplica-se a BCG. Se positivo, o RN deve ser investigado para tuberculose ativa e tratado com esquema completo (isoniazida, rifampicina, pirazinamida, etambutol) se houver evidência de doença. A separação da mãe é recomendada até que ela não seja mais bacilífera.
O recém-nascido deve ser separado da mãe até que ela não seja mais bacilífera e deve iniciar profilaxia com isoniazida o mais precocemente possível, por um período de 3 meses.
A vacina BCG não é administrada imediatamente porque o recém-nascido pode já estar infectado ou ter desenvolvido a doença. A BCG em um indivíduo infectado pode levar a complicações ou mascarar o diagnóstico de tuberculose ativa.
Após 3 meses de isoniazida, realiza-se o teste tuberculínico (PPD). Se o PPD for negativo, a isoniazida é suspensa e a vacina BCG é aplicada. Se o PPD for positivo, o RN deve ser investigado para tuberculose ativa e tratado conforme o diagnóstico.
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