Tuberculose em RN: Conduta em Contato Domiciliar Bacilífero

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022

Enunciado

Qual a conduta indicada para recém-nascido saudável, em aleitamento materno, que na alta hospitalar ficará em berço no mesmo quarto dos pais, e o pai está em tratamento para tuberculose bacilífera há 4 semanas e é HIV negativo?

Alternativas

  1. A) Vacinar com BCG id na maternidade e administrar rifampicina profilática por 4 meses
  2. B) Vacinar com BCG id e iniciar o tratamento para tuberculose na primeira semana de vida.
  3. C) Iniciar quimioprofilaxia primária com isoniazida por 3 meses e então realizar prova turbeculínica, se ˂ 5 mm, vacinar com BCG id.
  4. D) Iniciar tratamento para infecção latente por tuberculose com isoniazida por 6 meses.
  5. E) Realizar prova tuberculínica e, se ≥ 5 mm, vacinar com BCG id.

Pérola Clínica

RN em contato com TB bacilífera ativa → Isoniazida 3m, PPD, se <5mm BCG.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos expostos a contato intradomiciliar com tuberculose bacilífera, a conduta inicial é a quimioprofilaxia com isoniazida por 3 meses, seguida de PPD. Se o PPD for negativo, a vacina BCG pode ser administrada.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) em recém-nascidos é uma condição grave, e a prevenção é fundamental, especialmente em casos de contato intradomiciliar com indivíduos bacilíferos. A exposição a um caso de TB ativa na família representa um alto risco de infecção para o RN, que possui um sistema imunológico imaturo e maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença. A conduta para RNs expostos a um caso de TB bacilífera depende do status da mãe e do pai. No cenário de um pai em tratamento há 4 semanas e HIV negativo, a prioridade é proteger o RN da infecção. A vacina BCG, embora importante, não deve ser administrada imediatamente em contatos intradomiciliares antes de se excluir uma infecção latente ou ativa, pois pode ser ineficaz ou até agravar a situação. A estratégia recomendada é iniciar quimioprofilaxia primária com isoniazida por 3 meses. Após esse período, realiza-se a prova tuberculínica (PPD). Se o PPD for não reator (< 5 mm), o RN pode ser vacinado com BCG. Se o PPD for reator (≥ 5 mm), deve-se investigar a presença de doença ativa e, se descartada, manter a isoniazida por um período mais longo (geralmente 6 meses) para tratamento da infecção latente. O aleitamento materno é mantido, pois o risco de transmissão pelo leite é baixo e os benefícios superam os riscos.

Perguntas Frequentes

Por que a BCG não deve ser administrada imediatamente em RNs expostos à tuberculose?

A vacina BCG é uma vacina de germes vivos atenuados. Se o RN já estiver infectado (mesmo que latente), a vacinação pode agravar a infecção ou mascarar o diagnóstico, além de ser ineficaz.

Qual o papel da isoniazida na quimioprofilaxia para RNs expostos à tuberculose?

A isoniazida é usada para prevenir o desenvolvimento da doença ativa em RNs que foram expostos ao bacilo, especialmente em situações de alto risco de infecção, como contato intradomiciliar com caso bacilífero.

Quando a prova tuberculínica (PPD) deve ser realizada em RNs expostos à tuberculose?

A PPD deve ser realizada após o período de quimioprofilaxia (geralmente 3 meses de isoniazida) para avaliar se houve infecção e se a vacina BCG pode ser administrada com segurança.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo