Tuberculose Multirresistente: Diagnóstico e Conduta em Casos Complexos

Universidade de Ribeirão Preto — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 42 anos de idade, drogada, moradora de rua, dependente de crack, foi conduzida ao serviço de saúde referindo que já fez tratamento incompleto para pneumonia tuberculosa por mais de uma vez, e que há 1 mês passou a ter tosse mais persistente do que o habitual, acompanhada de febre, mal-estar progressivo e dispneia, não podendo caminhar como de costume. Após avaliação, foi realizado RX de tórax, que revelou velamento difuso mais intenso no ápice e obliteração do seio costofrênico à direita. O teste rápido para o bacilo da tuberculose (TR-TB) foi positivo. Considerando as características desse caso e as recomendações da Organização Mundial da Saúde para o controle da tuberculose nos países em desenvolvimento, a conduta CORRETA é:

Alternativas

  1. A) Internar a paciente para receber o esquema terapêutico da tuberculose em regime diretamente observado, apenas até tornar-se não bacilífera.
  2. B) Assegurar os meios para que a paciente receba novamente o tratamento convencional para tuberculose pulmonar, por período mais prolongado.
  3. C) Tratar a paciente com o esquema terapêutico convencional em regime ambulatorial, pois a mesma não preenche critérios de internação.
  4. D) Considerar a possibilidade de a paciente estar infectada por cepa resistente ao tratamento convencional, solicitar antibiograma.
  5. E) Tratar a paciente e seus contactantes com esquema para cepa resistente de Mycobacterium tuberculosis.

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