TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Morador de rua com 32 anos, histórico de 2 abandonos prévios após 3 meses de tratamento para tuberculose, sem comorbidades, apresenta cultura positiva para M. tuberculosis e teste de sensibilidade com resistência a rifampicina e isoniazida e sensível a demais fármacos. Qual é o esquema de tratamento atualmente recomendado no Brasil?
Resistência R + H (MDR-TB) → Esquema BPaL (Bedaquilina + Pretomanida + Linezolida).
O esquema BPaL é o novo padrão ouro para TB multirresistente no Brasil, oferecendo tratamento oral mais curto e eficaz para pacientes com resistência à rifampicina e isoniazida.
A Tuberculose Multirresistente (TB-MDR) representa um desafio crítico para a saúde pública, especialmente em populações vulneráveis como moradores de rua. O abandono do tratamento prévio é o principal fator de risco para o desenvolvimento de resistência. Recentemente, o Ministério da Saúde do Brasil incorporou o esquema BPaL (Bedaquilina, Pretomanida e Linezolida) seguindo recomendações da OMS. Este regime simplifica a logística terapêutica por ser totalmente oral e de curta duração, combatendo a barreira da baixa adesão. A farmacodinâmica envolve a inibição da ATP sintase micobacteriana (Bedaquilina) e da síntese da parede celular (Pretomanida), enquanto a Linezolida atua na síntese proteica, criando uma barreira robusta contra a progressão da doença.
A TB-MDR é definida pela resistência simultânea à Rifampicina e à Isoniazida, os dois fármacos mais potentes do esquema básico. Essa condição exige esquemas terapêuticos especiais, monitoramento rigoroso e, preferencialmente, o uso de novas drogas como a Bedaquilina.
O esquema BPaL (Bedaquilina, Pretomanida e Linezolida) é totalmente oral, tem duração reduzida (geralmente 6 meses) e apresenta taxas de cura superiores aos esquemas anteriores de 18-24 meses que incluíam injetáveis tóxicos como a amicacina.
O manejo exige estratégias de Redução de Danos e Tratamento Diretamente Observado (TDO). A alta taxa de abandono nessa população justifica o uso de esquemas mais curtos e menos tóxicos, além de suporte social para garantir a adesão e prevenir a ampliação da resistência.
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