FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Em relação ao tratamento de Tuberculose resistente aos fármacos de primeira linha, seis classes de fármacos de segunda linha costumam ser utilizados com eficácia comprovada. Dentre estes, podemos citar:
TB-MDR → tratamento com fármacos de segunda linha, incluindo Etionamida, Cicloserina e Terizidona.
O tratamento da tuberculose resistente a fármacos (TB-MDR) é complexo e exige o uso de medicamentos de segunda linha. Etionamida, Cicloserina e Terizidona são exemplos de agentes orais importantes nesse esquema, visando superar a resistência aos fármacos de primeira linha e alcançar a cura.
A Tuberculose (TB) resistente a fármacos, particularmente a Tuberculose Multirresistente (TB-MDR), que é resistente à Isoniazida e Rifampicina, representa um sério desafio de saúde pública global. O manejo desses casos é complexo e exige esquemas terapêuticos prolongados, com múltiplos fármacos de segunda linha, muitos dos quais possuem maior toxicidade e menor eficácia comparados aos de primeira linha. Residentes devem estar cientes da crescente prevalência da TB-MDR e da importância do diagnóstico precoce da resistência. A resistência aos fármacos de primeira linha geralmente surge de tratamento inadequado, má adesão do paciente ou transmissão de cepas resistentes. A fisiopatologia da resistência envolve mutações genéticas no Mycobacterium tuberculosis que impedem a ação dos medicamentos. O diagnóstico da resistência é feito por testes de sensibilidade aos fármacos, que são cruciais para guiar a escolha do esquema terapêutico. O tratamento da TB-MDR é individualizado e baseado em diretrizes nacionais e internacionais, utilizando uma combinação de fármacos de segunda linha. Estes incluem agentes orais como Etionamida, Cicloserina e Terizidona, além de fluoroquinolonas (Levofloxacino, Moxifloxacino), injetáveis (Amicacina, Capreomicina) e novos medicamentos. O prognóstico é mais reservado que na TB sensível, mas a adesão rigorosa ao tratamento e o monitoramento de efeitos adversos são essenciais para o sucesso terapêutico e a prevenção de resistência adicional.
Os principais fármacos de primeira linha são Isoniazida, Rifampicina, Pirazinamida e Etambutol, utilizados em esquemas padronizados para tuberculose sensível.
Fármacos de segunda linha são essenciais na tuberculose resistente (TB-MDR ou XDR) porque as bactérias desenvolveram resistência aos medicamentos de primeira linha, exigindo agentes alternativos para erradicar a infecção e prevenir a progressão da doença.
A Etionamida pode causar distúrbios gastrointestinais e neuropsiquiátricos, enquanto a Cicloserina é conhecida por seus efeitos no sistema nervoso central, como convulsões, psicose e depressão, exigindo monitoramento cuidadoso.
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