HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
No Brasil, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) é responsável, entre outras ações, por estabelecer as diretrizes para o controle da doença, que tem tratamento padronizado, exclusivamente oferecido no serviço público de saúde. São recomendações nacionais atuais:
TB meningoencefálica/óssea (≥10 anos): fase manutenção com rifampicina + isonizida por 10 meses.
A questão foca nas diretrizes específicas do tratamento da tuberculose, especialmente para formas extrapulmonares graves como a meningoencefálica e óssea em adultos e adolescentes. É fundamental conhecer os esquemas terapêuticos e suas durações para cada apresentação da doença.
O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Brasil estabelece as diretrizes para o manejo da doença, que possui tratamento padronizado e universalmente oferecido pelo SUS. A tuberculose (TB) é uma doença complexa com diversas apresentações, e o conhecimento dos esquemas terapêuticos específicos para cada forma é crucial para o sucesso do tratamento e a prevenção de resistências. A duração e a combinação de fármacos variam conforme a localização da infecção e o histórico do paciente. Para formas extrapulmonares graves, como a tuberculose meningoencefálica e a tuberculose óssea, o tratamento exige uma abordagem diferenciada. Em adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 10 anos), a fase de manutenção do tratamento para esses casos é prolongada, utilizando apenas duas drogas (rifampicina e isonizida) por um período de 10 meses, após uma fase intensiva inicial. Essa extensão visa garantir a erradicação do bacilo em sítios de difícil acesso e prevenir recidivas. É imperativo que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com as recomendações do PNCT, que também abordam a definição de sintomático respiratório, a investigação diagnóstica, o manejo em populações especiais como gestantes e imunossuprimidos, e as indicações de internação. A adesão rigorosa aos protocolos é a chave para o controle da tuberculose no país e para a melhoria dos desfechos clínicos dos pacientes.
Para casos novos e retratamento de tuberculose meningoencefálica e/ou óssea em adultos e adolescentes (≥ 10 anos), a fase de manutenção é de 10 meses com rifampicina e isonizida, totalizando 12 meses de tratamento.
O Sintomático Respiratório é definido como uma pessoa que apresenta tosse por 3 semanas ou mais (ou 2 semanas ou mais em populações vulneráveis como PVHIV), e deve ser investigada para tuberculose através de exames bacteriológicos.
O tratamento da tuberculose em gestantes é crucial e geralmente segue o esquema padrão, mas a estreptomicina é contraindicada devido ao risco de ototoxicidade fetal. A isonizida é segura e não deve ser substituída.
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