Tuberculose Meningoencefálica e Óssea: Tratamento Pelo PNCT

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021

Enunciado

No Brasil, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) é responsável, entre outras ações, por estabelecer as diretrizes para o controle da doença, que tem tratamento padronizado, exclusivamente oferecido no serviço público de saúde. São recomendações nacionais atuais:

Alternativas

  1. A) O Sintomático Respiratório é “pessoa que, durante a estratégia programática de busca ativa, apresenta tosse por 3 semanas ou mais” e essa pessoa deve ser investigada para tuberculose através de exames bacteriológicos, radiológicos e teste tuberculínico.
  2. B) A tomografia computadorizada (TC) do tórax é mais sensível para demonstrar alterações anatômicas dos órgãos ou tecidos comprometidos e é indicada na suspeita de todos os casos de TB pulmonar, pois ajuda na diferenciação com outras doenças torácicas, especialmente em pacientes imunossuprimidos.
  3. C) Casos novos e retratamento (recidiva e reingresso após abandono) que apresentem doença ativa meningoencefálica e/ou óssea em adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade) deve ter a sua fase de manutenção com apenas duas drogas (rifampicina e isonizida) por 10 meses.
  4. D) A indicação de internação compulsória para tratamento de tuberculose deve ser considerada nos casos de etilista, gestantes e pessoas vivendo com HIV, pelo grande risco de abandono do tratamento.
  5. E) O tratamento da TB, além de importante para a condição da gestante, diminui o risco de transmissão ao feto, ao recém-nato, porém devido ao potencial risco de toxicidade neurológica ao feto, a isonizida deve ser substituída por outra droga.

Pérola Clínica

TB meningoencefálica/óssea (≥10 anos): fase manutenção com rifampicina + isonizida por 10 meses.

Resumo-Chave

A questão foca nas diretrizes específicas do tratamento da tuberculose, especialmente para formas extrapulmonares graves como a meningoencefálica e óssea em adultos e adolescentes. É fundamental conhecer os esquemas terapêuticos e suas durações para cada apresentação da doença.

Contexto Educacional

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Brasil estabelece as diretrizes para o manejo da doença, que possui tratamento padronizado e universalmente oferecido pelo SUS. A tuberculose (TB) é uma doença complexa com diversas apresentações, e o conhecimento dos esquemas terapêuticos específicos para cada forma é crucial para o sucesso do tratamento e a prevenção de resistências. A duração e a combinação de fármacos variam conforme a localização da infecção e o histórico do paciente. Para formas extrapulmonares graves, como a tuberculose meningoencefálica e a tuberculose óssea, o tratamento exige uma abordagem diferenciada. Em adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 10 anos), a fase de manutenção do tratamento para esses casos é prolongada, utilizando apenas duas drogas (rifampicina e isonizida) por um período de 10 meses, após uma fase intensiva inicial. Essa extensão visa garantir a erradicação do bacilo em sítios de difícil acesso e prevenir recidivas. É imperativo que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com as recomendações do PNCT, que também abordam a definição de sintomático respiratório, a investigação diagnóstica, o manejo em populações especiais como gestantes e imunossuprimidos, e as indicações de internação. A adesão rigorosa aos protocolos é a chave para o controle da tuberculose no país e para a melhoria dos desfechos clínicos dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual a duração do tratamento para tuberculose meningoencefálica e óssea em adultos e adolescentes?

Para casos novos e retratamento de tuberculose meningoencefálica e/ou óssea em adultos e adolescentes (≥ 10 anos), a fase de manutenção é de 10 meses com rifampicina e isonizida, totalizando 12 meses de tratamento.

O que é considerado um 'Sintomático Respiratório' pelo PNCT?

O Sintomático Respiratório é definido como uma pessoa que apresenta tosse por 3 semanas ou mais (ou 2 semanas ou mais em populações vulneráveis como PVHIV), e deve ser investigada para tuberculose através de exames bacteriológicos.

Quais são as recomendações para o tratamento da tuberculose em gestantes?

O tratamento da tuberculose em gestantes é crucial e geralmente segue o esquema padrão, mas a estreptomicina é contraindicada devido ao risco de ototoxicidade fetal. A isonizida é segura e não deve ser substituída.

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