UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
A conduta indicada para recém-nascido, logo após o nascimento, filho de mãe com tuberculose pulmonar abacilífera, em tratamento há 30 dias, com esquema tríplice, de acordo com as Normas Nacionais de Controle da Tuberculose, é:
RN de mãe com TB pulmonar abacilífera em tratamento > 30 dias → vacinar BCG e manter aleitamento.
Em recém-nascidos de mães com tuberculose pulmonar abacilífera, ou bacilífera em tratamento há mais de 30 dias e com boa resposta, a vacinação com BCG e a manutenção do aleitamento materno são as condutas recomendadas, pois o risco de transmissão é baixo e os benefícios da vacina e do leite materno superam os riscos.
A tuberculose (TB) na gestação e no puerpério representa um desafio clínico, especialmente no manejo do recém-nascido (RN). As Normas Nacionais de Controle da Tuberculose fornecem diretrizes claras para minimizar o risco de transmissão e garantir a proteção do lactente. A classificação da mãe como bacilífera ou abacilífera, bem como o tempo de tratamento, são fatores determinantes na conduta.No cenário de mãe com tuberculose pulmonar abacilífera ou bacilífera em tratamento há mais de 30 dias com boa resposta, o risco de transmissão vertical ou pós-natal é considerado baixo. Nesses casos, a prioridade é a proteção do RN contra as formas graves da doença e a promoção da saúde infantil. A vacinação com BCG ao nascimento é fundamental para conferir imunidade contra as formas mais severas da TB, como a meningoencefalite e a TB miliar.Além da vacinação, a manutenção do aleitamento materno é fortemente recomendada. O leite materno oferece inúmeros benefícios nutricionais e imunológicos para o RN, e a transmissão da TB através do leite é rara. A mãe deve ser orientada a usar máscara e seguir as medidas de higiene respiratória, especialmente se ainda houver risco de baciloscopia positiva. A profilaxia com isoniazida é reservada para situações de maior risco de transmissão, como mães bacilíferas sem tratamento ou com tratamento inferior a 30 dias, onde a vacinação com BCG é postergada.
O aleitamento materno é contraindicado apenas se a mãe apresentar tuberculose bacilífera ativa e não estiver em tratamento, ou se houver lesões ulceradas na mama. Em outros casos, os benefícios superam os riscos, e o aleitamento deve ser mantido.
A vacina BCG é crucial para proteger o recém-nascido contra as formas graves de tuberculose, como a meningoencefalite tuberculosa e a tuberculose miliar, que são mais comuns e letais em crianças pequenas.
Nesses casos, o RN deve receber isoniazida profilática por 3 meses e não deve ser vacinado com BCG inicialmente. Após 3 meses, realiza-se PPD; se negativo, suspende-se a isoniazida e vacina-se com BCG. Se positivo, investiga-se TB e trata-se se confirmada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo