Tuberculose Linfonodal: Achados na Tomografia de Tórax

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021

Enunciado

A disseminação da doença tuberculose para o sistema linfático pode ser visualizada como linfonodomegalias hilares e/ou alargamento do mediastino.

Alternativas

  1. A) Geralmente, são linfonodos menores que 2 cm, com áreas de baixa atenuação central associadas a um aumento de atenuação perinodal, correspondendo a focos de necrose caseosa central.
  2. B) Geralmente, são linfonodos maiores que 2 cm, com áreas de baixa atenuação central associadas a um aumento de atenuação perinodal, correspondendo a focos de necrose caseosa central.
  3. C) Geralmente, são linfonodos maiores que 2 cm, com áreas de alta atenuação central associadas a um aumento de atenuação perinodal, correspondendo a focos de necrose caseosa central.
  4. D) Geralmente, são linfonodos maiores que 2 cm, com áreas de baixa atenuação central associadas a um aumento de atenuação perinodal, correspondendo a focos de necrose caseosa periférico.

Pérola Clínica

Tuberculose linfonodal: linfonodos > 2cm, baixa atenuação central (necrose caseosa), realce perinodal na TC.

Resumo-Chave

A tuberculose linfática, especialmente em linfonodos hilares e mediastinais, tipicamente se manifesta com linfonodomegalias maiores que 2 cm. A necrose caseosa central é um achado patognomônico, visível na tomografia como áreas de baixa atenuação, com realce periférico após contraste.

Contexto Educacional

A tuberculose linfática é uma forma comum de tuberculose extrapulmonar, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. A compreensão de suas manifestações radiológicas é crucial para o residente, especialmente na interpretação de tomografias de tórax. A doença se dissemina para o sistema linfático, resultando em linfonodomegalias, frequentemente hilares e mediastinais, que podem causar alargamento do mediastino. A fisiopatologia envolve a formação de granulomas com necrose caseosa, que é a característica histopatológica distintiva da tuberculose. Radiologicamente, esses linfonodos são tipicamente maiores que 2 cm e apresentam áreas de baixa atenuação central na tomografia computadorizada, correspondendo à necrose caseosa. Essa baixa atenuação é circundada por um anel de realce após a administração de contraste, refletindo a inflamação e fibrose perinodal. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações e a disseminação da doença. A identificação dessas características na imagem é um passo importante para a suspeita clínica, que deve ser confirmada por métodos microbiológicos ou histopatológicos. A diferenciação de outras causas de linfadenopatia mediastinal é essencial para um manejo correto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados radiológicos da tuberculose linfonodal?

Os principais achados incluem linfonodomegalias maiores que 2 cm, especialmente em regiões hilares e mediastinais, com áreas de baixa atenuação central devido à necrose caseosa e realce perinodal na tomografia.

Por que a necrose caseosa é importante no diagnóstico da tuberculose linfonodal?

A necrose caseosa é um achado patognomônico da tuberculose, indicando a destruição tecidual característica da infecção. Na tomografia, ela se manifesta como áreas de baixa atenuação central, sendo um forte indicativo.

Como diferenciar linfonodos tuberculosos de outras causas de linfadenopatia no mediastino?

A presença de necrose caseosa (baixa atenuação central) em linfonodos maiores que 2 cm, juntamente com o contexto clínico e epidemiológico, sugere fortemente tuberculose, diferenciando-a de linfadenopatias inflamatórias ou neoplásicas sem necrose.

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