UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Menina, 4 anos de idade, é contato domiciliar da mãe recentemente diagnosticada com tuberculose pulmonar. A criança está assintomática e apresentou teste tuberculínico de 6 mm. O exame de RX de tórax da criança não apresentou anormalidades. Qual é a conduta mais adequada para essa criança?
Criança <10a, contato TB, PPD ≥5mm, RX normal → Quimioprofilaxia (INH 6m ou RIF 4m).
Em crianças menores de 10 anos, contato de caso ativo de tuberculose e com teste tuberculínico positivo (≥5mm), mesmo assintomáticas e com RX de tórax normal, a quimioprofilaxia é indicada para prevenir o desenvolvimento da doença ativa.
A tuberculose latente em crianças, especialmente aquelas que são contatos domiciliares de casos ativos, representa um desafio significativo na saúde pública. A identificação precoce e a intervenção são cruciais para prevenir a progressão para a doença ativa, que pode ser grave em pediatria. A epidemiologia da tuberculose infantil está intrinsecamente ligada à prevalência da doença em adultos na comunidade. A fisiopatologia da tuberculose latente envolve a presença do Mycobacterium tuberculosis no organismo sem manifestações clínicas ou radiológicas da doença ativa. O diagnóstico é feito pela história de contato, teste tuberculínico positivo (≥ 5 mm em contatos) e exclusão de doença ativa por radiografia de tórax e avaliação clínica. A suspeita deve ser alta em crianças menores de 10 anos expostas a casos bacilíferos. O tratamento da tuberculose latente em crianças é a quimioprofilaxia, com isoniazida por 6 meses ou rifampicina por 4 meses, sendo a conduta mais adequada para evitar a progressão da infecção para doença ativa. O acompanhamento clínico regular é fundamental para monitorar a adesão e identificar possíveis efeitos adversos ou sinais de doença.
Em crianças, especialmente contatos de casos de tuberculose ativa, um teste tuberculínico (PPD) com enduração ≥ 5 mm é considerado positivo e indica infecção.
A quimioprofilaxia é crucial para prevenir o desenvolvimento da tuberculose ativa em crianças com infecção latente, pois elas têm maior risco de progressão da doença e formas graves.
As principais opções incluem isoniazida diária por 6 meses ou rifampicina diária por 4 meses, ambas com alta eficácia na prevenção da doença.
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