Manejo de Contatos Pediátricos de Tuberculose

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Joana, mãe de 4 filhos, recebeu o diagnóstico de tuberculose pulmonar hå 7 dias (BAAR positivo no escarro espontâneo), só sair da maternidade. Procura a unidade básica de saúde para avaliação dos menores. Todos estão assintomáticos e têm radiografias normais. As idades e os resultados da prova tuberculínica (PT) estão descritos a seguir. • Criança A: 8 dias de vida, não realizou PT, não vacinada com BOG: • Criança B: 1 ano, PT-mm vacinada com BCG ao nascer; • Criança C: 3 anos; PT0 mm; vacinada com BCG ao nascer, • Adolescente D: 12 anos; PT5 mm, vacinado com BCG ao nascer. A conduta correta para cada caso, nesse momento, é:

Alternativas

  1. A) Criança A iniciar quimioprofilaxia primária para tuberculose, criança B: iniciar tratamento para tuberculose latente, criança C: repetir PT em 8 semanas, adolescente D: Iniciar tratamento para tuberculose latente.
  2. B) Criança A: iniciar quimioprofilaxia primária para tuberculose, criança B: repetir PT em semanas; criança C: repetir PT em semanas; adolescente D: Iniciar tratamento para tuberculose latente.
  3. C) Criança A: realizar PT e, se positiva, iniciar quimioprofilaxia primária para tuberculose, criança 8: repetir FT em 8 semanas, criança C: repetir PT em 8 semanas: adolescente D: repetir PT em 8 semanas.
  4. D) Criança A: realizar BCG e não realizar PT pela idade, criança repetir PT em 8 semanas; criança C: repetir PT em 8 semanas, adolescente D: repetir PT em semanas.
  5. E) Criança A: aguardar até o terceiro mês de vida para realizar PT; criança B: Iniciar tratamento para tuberculose latente, criança C: repetir PT em 8 semanas; adolescente D: repetir PT em semanas.

Pérola Clínica

RN contato de TB → Quimioprofilaxia primária (não vacinar BCG de imediato).

Resumo-Chave

O manejo de contatos pediátricos de TB depende da idade, estado vacinal e resultado da PT, priorizando a prevenção da doença ativa em grupos vulneráveis.

Contexto Educacional

A abordagem de crianças expostas à tuberculose no Brasil segue protocolos rigorosos do Ministério da Saúde para evitar a progressão para formas graves. No caso de recém-nascidos, a prioridade é a quimioprofilaxia primária. Para crianças maiores e adolescentes, a decisão terapêutica baseia-se na Prova Tuberculínica (PT) e no tempo decorrido desde a vacinação BCG. A identificação e o tratamento da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) são pilares fundamentais para a eliminação da doença.

Perguntas Frequentes

O que é quimioprofilaxia primária no RN?

É a administração de Isoniazida ou Rifampicina em recém-nascidos expostos a contatos bacilíferos. O RN não deve ser vacinado com BCG ao nascer. Após 3 meses, realiza-se a PT: se negativa, suspende-se a droga e vacina-se; se positiva, mantém-se o tratamento por mais 3 meses.

Como interpretar a PT em crianças vacinadas com BCG?

Segundo o Ministério da Saúde, para crianças vacinadas há mais de 2 anos, PT ≥ 5mm é positiva. Se vacinadas há menos de 2 anos, o ponto de corte para considerar infecção latente é PT ≥ 10mm, devido ao efeito da vacina.

Qual a conduta se a PT for zero em contato assintomático?

Em contatos assintomáticos com PT inicial de 0mm, deve-se repetir o exame após 8 semanas (janela imunológica). Se a segunda PT mostrar conversão (aumento de ≥ 10mm), trata-se como ILTB.

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