CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
J.B.S, 23 anos iniciou o tratamento com esquema básico para tuberculose pulmonar confirmada por meio do teste rápido molecular (TRM-TB) há 7 dias. A enfermeira da equipe de saúde solicitou que os contatos de J.B.S. viessem até a UBS para serem avaliados. Dentre os contatos intradomiciliares está L.B.S, irmã de J.B.S, de 17 anos, que está com 11 semanas de uma gestação sem intercorrências até aqui. L.B.S demonstrou bastante preocupação quanto a manifestar a doença do irmão, embora não tenha nenhum sintoma respiratório no momento. Posteriormente, a mesma retorna com o exame de PPD que acusa o resultado de 5mm. Diante desse resultado, a enfermeira da equipe deve:
Gestante com PPD 5mm e contato TB, sem doença ativa → postergar tratamento da infecção latente para após o parto, se risco baixo.
Em gestantes com infecção latente da tuberculose (PPD positivo, sem sintomas e radiografia normal), o tratamento geralmente é postergado para após o parto, a menos que haja alto risco de progressão para doença ativa (ex: HIV positivo, imunossupressão grave, contato recente com TB multirresistente). A isoniazida, embora segura no segundo e terceiro trimestres, pode ser hepatotóxica.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa grave, e a infecção latente da tuberculose (ILTB) representa um reservatório significativo para a doença ativa. Em gestantes, a abordagem da ILTB é complexa devido à necessidade de equilibrar a saúde materna e fetal. O rastreamento de contatos intradomiciliares de pacientes com TB ativa é fundamental para identificar indivíduos com ILTB. A interpretação do teste tuberculínico (PPD) em gestantes segue os mesmos critérios da população geral, com um PPD ≥ 5mm sendo considerado positivo em contatos de casos de TB ativa. No entanto, a decisão de iniciar o tratamento da ILTB durante a gravidez é individualizada. O tratamento com isoniazida é geralmente seguro no segundo e terceiro trimestres, mas pode estar associado a um risco aumentado de hepatotoxicidade. As diretrizes atuais recomendam, na maioria dos casos de gestantes com ILTB e baixo risco de progressão para doença ativa, postergar o tratamento para após o parto. Isso minimiza a exposição fetal a medicamentos e reduz o risco de hepatotoxicidade materna durante um período de maior vulnerabilidade. Em casos de alto risco (ex: HIV, imunossupressão, contato com TB multirresistente), o tratamento pode ser considerado no segundo ou terceiro trimestre, sempre com acompanhamento rigoroso.
Um PPD de 5mm em uma gestante contato de tuberculose é considerado positivo, indicando infecção latente. No entanto, a decisão de tratar depende de outros fatores de risco e do trimestre da gestação.
O tratamento da infecção latente é geralmente postergado para após o parto. Pode ser considerado no segundo ou terceiro trimestre em gestantes com alto risco de progressão para doença ativa, como HIV positivas ou imunossuprimidas.
O principal risco é a hepatotoxicidade da isoniazida, que pode ser exacerbada na gravidez. Além disso, a segurança de alguns esquemas mais recentes (como 3HP) não está totalmente estabelecida para gestantes.
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