HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Criança com 8 anos de idade comparece a uma consulta, após o diagnóstico de tuberculose (BAAR+++) em seu pai, que convive com HIV e que iniciou o tratamento com esquema quádruplo há 1 mês. A criança, não soropositiva, não tem tosse, não tem febre nem apresenta quaisquer outros sintomas. A criança tem uma dose de vacina BCG recebida ao nascimento. Solicitou-se uma radiografia do tórax e teste tuberculínico. Assinale a alternativa correta que relaciona os possíveis achados desses exames e suas respectivas condutas.
Criança contactante de TB com PPD ≥ 5mm (mesmo com BCG) e RX normal → Tratamento de infecção latente.
Em crianças contactantes de tuberculose, especialmente com exposição a casos bacilíferos (BAAR+++) e fatores de risco (como pai HIV+), um PPD ≥ 5mm é considerado positivo, independentemente da vacinação BCG. Se a radiografia de tórax for normal, a conduta é o tratamento da infecção latente.
A tuberculose (TB) em crianças representa um desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente em contextos de contato com adultos bacilíferos. A infecção latente por tuberculose (ILTB) é a presença de Mycobacterium tuberculosis no organismo sem manifestações clínicas ou radiológicas de doença ativa. A identificação e o tratamento da ILTB em crianças são cruciais para prevenir a progressão para a doença ativa, que pode ser grave na faixa etária pediátrica. A epidemiologia da TB pediátrica está intrinsecamente ligada à prevalência da doença em adultos na comunidade. O diagnóstico da ILTB em crianças contactantes baseia-se na história de exposição, teste tuberculínico (PPD) e radiografia de tórax. Um PPD ≥ 5mm é considerado positivo em contactantes de TB, imunocomprometidos (como HIV positivos ou em uso de imunossupressores) ou com achados radiológicos sugestivos. A radiografia de tórax é fundamental para excluir a doença ativa, que se manifesta com adenomegalias mediastinais, consolidações ou infiltrados. A fisiopatologia da TB pediátrica difere da adulta, com maior propensão à doença extrapulmonar e formas disseminadas. A conduta para ILTB em crianças é o tratamento profilático, geralmente com isoniazida por 6 a 9 meses, visando eliminar os bacilos dormentes e evitar a doença ativa. É vital monitorar a adesão ao tratamento e a ocorrência de efeitos adversos. A vacinação BCG, embora importante na prevenção de formas graves de TB, não impede a infecção e não anula a necessidade de investigação e profilaxia em contactantes de alto risco.
Em crianças contactantes de tuberculose, o teste tuberculínico (PPD) é considerado positivo se a enduração for igual ou superior a 5 mm, independentemente do histórico vacinal com BCG, devido ao alto risco de progressão para doença ativa.
A conduta para uma criança contactante de tuberculose com PPD positivo e radiografia de tórax sem alterações é o tratamento da infecção latente, geralmente com isoniazida por 6 a 9 meses, para prevenir o desenvolvimento da doença ativa.
Embora a vacina BCG possa causar uma reação positiva ao PPD, em contactantes de tuberculose, um PPD ≥ 5mm é considerado positivo e indica infecção, sendo a profilaxia recomendada. A BCG não deve atrasar a investigação ou tratamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo