UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 56 anos com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo II. insulinodependente, em uso regular das medicações, foi realizar exames de rotina, sendo solicitado pelo médico assistente uma prova tuberculínica ou PPD. A paciente negou tosse ou perda de peso, ou contato com Tuberculose.I. Trata-se de uma conduta assertiva de investigação de tuberculose latente.PORQUEII. O DM aumenta o risco de reativação da infecção por Mycobacterium tuberculosis e se PPD >10 mm, deve-se excluir a doença em atividade e tratar tuberculose latente.A respeito das asserções acima, assinale a alternativa CORRETA:
DM II ↑ risco reativação TB latente; PPD >10mm em DM → excluir TB ativa e tratar latente.
Pacientes com Diabetes Mellitus tipo II têm um risco aumentado de reativação da tuberculose latente devido à imunossupressão relativa. A investigação com PPD é uma conduta assertiva, e um resultado >10mm requer exclusão de doença ativa e tratamento da infecção latente.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global, e a infecção latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) representa um reservatório significativo para a doença ativa. O rastreamento e tratamento da ILTB são estratégias cruciais para o controle da TB, especialmente em populações de risco. O Diabetes Mellitus (DM) é uma das comorbidades mais importantes associadas a um risco aumentado de desenvolver TB ativa a partir da ILTB. A disfunção imunológica observada em pacientes diabéticos, incluindo alterações na função de macrófagos e linfócitos T, compromete a capacidade do organismo de conter a infecção latente, favorecendo a reativação. Por essa razão, a investigação de ILTB em pacientes com DM é uma conduta assertiva e recomendada. A prova tuberculínica (PPD) é um método de rastreamento amplamente utilizado. Em pacientes com DM, um PPD com enduração maior ou igual a 10 mm é considerado positivo. Nesses casos, é imperativo descartar a TB ativa por meio de avaliação clínica, radiografia de tórax e, se necessário, exames bacteriológicos. Uma vez excluída a doença ativa, o tratamento da ILTB é indicado para reduzir significativamente o risco de progressão para TB ativa, melhorando o prognóstico e contribuindo para o controle epidemiológico da doença.
Pacientes com Diabetes Mellitus apresentam um estado de imunodeficiência relativa, com disfunção de macrófagos e linfócitos T, o que os torna mais suscetíveis à infecção e reativação do Mycobacterium tuberculosis, aumentando o risco de desenvolver tuberculose ativa.
Em pacientes com Diabetes Mellitus, um PPD com enduração maior ou igual a 10 mm é considerado positivo, indicando infecção por Mycobacterium tuberculosis e a necessidade de investigação e tratamento da tuberculose latente.
Após um PPD positivo em diabético, deve-se primeiro excluir a tuberculose ativa através de exames clínicos, radiológicos e bacteriológicos. Se a doença ativa for descartada, o tratamento da tuberculose latente deve ser iniciado para prevenir a reativação.
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