FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Em relação aos métodos utilizados para diagnóstico de tuberculose, teste de liberação do interferon-gama (IGRA) e prova tuberculínica, é correto afirmar:
IGRA e PPD diagnosticam tuberculose latente; NÃO diferenciam latente de ativa, nem avaliam resposta ao tratamento.
Tanto o IGRA (teste de liberação de interferon-gama) quanto a prova tuberculínica (PPD) são métodos utilizados para diagnosticar a infecção latente por Mycobacterium tuberculosis. Ambos refletem a exposição prévia ao bacilo, mas não são capazes de diferenciar a infecção latente da doença ativa, nem são úteis para monitorar a resposta ao tratamento.
A tuberculose (TB), causada pelo Mycobacterium tuberculosis, é uma doença infecciosa global com alta prevalência. A infecção pode ser latente (ILTB), onde o bacilo está presente mas não causa doença ativa, ou ativa, onde há manifestação clínica. O diagnóstico e manejo da ILTB são cruciais para a prevenção da TB ativa, especialmente em grupos de risco. A prova tuberculínica (PPD) e o teste de liberação de interferon-gama (IGRA) são métodos diagnósticos que avaliam a resposta imune celular à exposição ao M. tuberculosis. O PPD mede a hipersensibilidade tardia (tipo IV) através de uma reação cutânea, enquanto o IGRA mede a produção de interferon-gama por linfócitos T em resposta a antígenos específicos do bacilo. Ambos indicam que o indivíduo foi infectado pelo M. tuberculosis. É fundamental compreender que, embora úteis para o diagnóstico da ILTB, nem o IGRA nem o PPD conseguem diferenciar a infecção latente da doença ativa. Para o diagnóstico de TB ativa, são necessários exames complementares como baciloscopia, cultura, testes moleculares e exames de imagem. Além disso, esses testes não são adequados para monitorar a resposta ao tratamento da tuberculose ativa, pois seus resultados não se correlacionam com a eliminação do bacilo.
A principal indicação de ambos os testes é o diagnóstico da infecção latente por Mycobacterium tuberculosis, ou seja, a presença do bacilo no organismo sem manifestação clínica da doença.
Não, nem o IGRA nem a prova tuberculínica são capazes de diferenciar a tuberculose latente da tuberculose ativa. Ambos indicam apenas a presença da infecção.
Esses testes avaliam a resposta imune à exposição ao bacilo e não a carga bacteriana ou a atividade da doença. Seus resultados não se alteram significativamente com o tratamento, tornando-os inadequados para monitoramento terapêutico.
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