IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2026
Mulher de 45 anos, portadora de artrite reumatoide, encontra-se em uso de prednisona e metotrexato sem controle adequado da doença. Está em avaliação para início de terapia imunobiológica com infliximabe. Foi solicitado rastreamento para tuberculose antes do início da medicação. Nega sintomas respiratórios, febre ou calafrios. Teste IGRA (ensaio de liberação de interferon-gama) para tuberculose reagente. As radiografias de tórax podem ser vistas a seguir: Qual é a conduta recomendada?
A tuberculose latente (ILTB) representa um estado de persistência da resposta imune a antígenos do Mycobacterium tuberculosis sem evidência clínica de doença ativa. Em pacientes com Artrite Reumatoide que necessitam de inibidores do TNF-alfa, como o Infliximabe, o risco de reativação da TB é significativamente elevado, pois o TNF é crucial para a manutenção do granuloma. O diagnóstico baseia-se no teste tuberculínico (PPD) ou no IGRA. Caso o exame seja positivo e o RX de tórax não mostre alterações sugestivas de sequela ou doença ativa, o tratamento deve ser instituído. Segundo o Ministério da Saúde, as opções incluem Isoniazida (6 a 9 meses) ou Rifampicina (4 meses), sendo esta última preferencial em adultos acima de 50 anos, pessoas com hepatopatias ou para melhorar a adesão. É fundamental monitorar enzimas hepáticas e orientar o paciente sobre sinais de colestase. O controle da artrite com o biológico deve ser adiado, preferencialmente, por 30 dias após o início do esquema para ILTB, garantindo maior segurança ao paciente imunossuprimido.
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