UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Em relação à tuberculose, a Organização Mundial da Saúde - OMS, nos seus objetivos do desenvolvimento sustentável, propõe, além da vacinação BCG, outras medidas programáticas para um maior controle da doença. Assinale a ação programática que é empregada com o intuito de fortalecer os indicadores de saúde:
OMS Tuberculose: Tratamento de infecção latente (reatores ao teste tuberculínico) fortalece indicadores de controle.
O tratamento da infecção latente por tuberculose (ILTB) em reatores ao teste tuberculínico é uma estratégia fundamental da OMS para o controle da doença, pois previne a progressão para tuberculose ativa, reduzindo a incidência e fortalecendo os indicadores de saúde pública.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a estratégia 'Fim da Tuberculose', que vai além da vacinação BCG e do tratamento de casos ativos, focando em medidas programáticas para fortalecer o controle da doença. A identificação e o tratamento da infecção latente por tuberculose (ILTB) são pilares fundamentais dessa estratégia. A ILTB ocorre quando o indivíduo é infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não desenvolve a doença ativa. No entanto, esses indivíduos são um reservatório para a doença, com risco de progressão para TB ativa ao longo da vida. O teste tuberculínico (PPD) ou os testes de liberação de interferon-gama (IGRA) são utilizados para identificar esses 'reatores'. O tratamento da ILTB visa eliminar as bactérias dormentes e prevenir a reativação. Ao tratar os reatores ao teste tuberculínico, especialmente em populações de alto risco, a incidência de novos casos de tuberculose ativa é significativamente reduzida. Essa medida programática impacta diretamente os indicadores de saúde, diminuindo a carga da doença, a transmissão e a mortalidade, contribuindo para os objetivos de desenvolvimento sustentável da OMS no controle da tuberculose.
O tratamento da ILTB é crucial para prevenir a progressão da infecção para a doença ativa, especialmente em grupos de risco. Isso reduz a incidência da tuberculose e contribui para o controle epidemiológico.
O tratamento é recomendado para contatos próximos de casos de tuberculose ativa, pessoas com imunossupressão (HIV, uso de imunobiológicos), crianças pequenas e outros grupos de risco, após exclusão de doença ativa.
Ao prevenir novos casos de tuberculose ativa, o tratamento da ILTB diminui a morbidade e mortalidade associadas à doença, reduz a carga sobre os sistemas de saúde e melhora os indicadores de controle da tuberculose em nível populacional.
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