Tuberculose em Crianças: Conduta em Contato Domiciliar

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015

Enunciado

Mãe, portadora de tuberculose pulmonar, está em tratamento há 30 dias. Ela traz seu filho de 2 meses, pois está preocupada com a transmissão da doença para o mesmo, que está assintomático. A criança não foi vacinada com a BCG. Qual conduta o médico deve tomar com relação a esta criança?

Alternativas

  1. A) Solicitar PPD e decidir vacinação com a BCG após seu resultado.
  2. B) Solicitar PPD e Raio-X de tórax e decidir vacinação com a BCG, após seu resultado.
  3. C) Iniciar quimioprofilaxia primária com Isoniazida e vacinar o bebê com a BCG após 3 meses, se o PPD for menor ou igual a 5 mm.
  4. D) Solicitar Raio-X de tórax e iniciar quimioprofilaxia primária com Isoniazida e vacinar o bebê com a BCG, após 3 meses, se o PPD for menor ou igual a 5 mm.

Pérola Clínica

Contato TB + criança assintomática + BCG não vacinada → PPD para avaliar infecção latente antes de vacinar.

Resumo-Chave

Em crianças assintomáticas, não vacinadas com BCG e em contato intradomiciliar com caso de tuberculose pulmonar ativa, a conduta inicial é realizar o PPD (Teste Tuberculínico) para verificar se já houve infecção. A vacinação com BCG deve ser postergada até o resultado do PPD, pois vacinar uma criança já infectada pode levar a reações adversas graves.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) em crianças é um desafio de saúde pública, especialmente em contextos de contato intradomiciliar com adultos doentes. A prevenção e o manejo adequado da exposição são cruciais para evitar a progressão da infecção latente para doença ativa, que pode ser grave em crianças pequenas. No caso de uma criança assintomática, não vacinada com BCG, que teve contato com uma mãe com tuberculose pulmonar ativa, a prioridade é determinar se a criança já foi infectada. Para isso, o Teste Tuberculínico (PPD) é o exame de escolha. A vacina BCG, embora importante para a prevenção de formas graves de TB em crianças, não deve ser administrada em indivíduos já infectados, pois pode causar reações adversas e não confere proteção adicional. Se o PPD for negativo, a criança pode ser vacinada com BCG. Se o PPD for positivo (geralmente ≥ 5 mm em contatos), indica infecção latente e a criança deve receber quimioprofilaxia com Isoniazida para prevenir o desenvolvimento da doença ativa. O Raio-X de tórax não é o primeiro passo em crianças assintomáticas, sendo reservado para casos com PPD positivo ou sintomas sugestivos de doença ativa. O manejo adequado de contatos é um pilar fundamental no controle da tuberculose pediátrica.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do PPD em crianças expostas à tuberculose?

O PPD (Teste Tuberculínico) é fundamental para identificar se a criança já foi infectada pelo Mycobacterium tuberculosis. Um PPD positivo (≥ 5 mm em contatos) indica infecção e a necessidade de quimioprofilaxia, enquanto um PPD negativo permite a vacinação com BCG.

Quando a quimioprofilaxia com Isoniazida é indicada para crianças?

A quimioprofilaxia com Isoniazida é indicada para crianças menores de 5 anos que são contatos intradomiciliares de casos de tuberculose ativa, especialmente se o PPD for positivo, ou em casos de PPD negativo mas com alto risco de progressão para doença ativa.

Quais são as contraindicações para a vacinação com BCG?

As contraindicações incluem imunodeficiência congênita ou adquirida (HIV sintomático), uso de imunossupressores, peso ao nascer inferior a 2 kg, e infecção por tuberculose (latente ou ativa), que deve ser excluída antes da vacinação em contatos.

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