UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Pré-escolar de cinco anos de idade, assintomático, foi levado ao ambulatório com diagnóstico de AIDS firmado há dois meses durante internação hospitalar por pneumonia. Além de uma radiografia de tórax normal realizada há uma semana e do cartão da criança atualizado, a mãe mostrou resultado de teste de PPD reator forte feito no seu filho há um ano. Segundo o manual de controle e tratamento da Tuberculose no Brasil, a conduta mais adequada seria
Criança com AIDS + PPD reator forte + RX normal → Quimioprofilaxia para Infecção Latente da Tuberculose (ILTB).
Em crianças com HIV/AIDS e PPD reator forte, mesmo assintomáticas e com radiografia de tórax normal, a conduta mais adequada é a quimioprofilaxia para infecção latente da tuberculose (ILTB). Isso visa prevenir o desenvolvimento da tuberculose ativa, que é de alto risco e mais grave em imunocomprometidos.
A coinfecção por HIV e Mycobacterium tuberculosis representa um desafio significativo na saúde pública, especialmente em crianças. Pacientes com HIV/AIDS são altamente suscetíveis à infecção por tuberculose (TB) e à progressão rápida da infecção latente para a doença ativa, devido à imunossupressão. Em crianças, a apresentação clínica da TB pode ser atípica, e o diagnóstico pode ser mais complexo. Portanto, a prevenção é uma estratégia fundamental. A avaliação de uma criança com HIV/AIDS deve incluir a investigação de infecção latente da tuberculose (ILTB). O teste tuberculínico (PPD) é uma ferramenta importante, embora sua sensibilidade possa ser reduzida em pacientes imunocomprometidos. Um PPD reator forte, mesmo em um paciente assintomático e com radiografia de tórax normal, indica a presença de ILTB e a necessidade de intervenção. A ausência de sintomas e de alterações radiológicas é crucial para descartar a doença ativa. Nesse cenário, a conduta mais adequada, conforme o Manual de Controle da Tuberculose no Brasil, é a quimioprofilaxia. O tratamento da ILTB, geralmente com isoniazida por um período determinado, visa prevenir o desenvolvimento da tuberculose ativa, que em crianças com HIV/AIDS pode ser devastadora. É uma medida de saúde pública essencial para reduzir a morbimortalidade associada à coinfecção e melhorar o prognóstico desses pacientes.
O PPD (teste tuberculínico) é crucial para identificar a infecção latente por tuberculose (ILTB) em crianças com HIV/AIDS, pois elas têm um risco significativamente maior de desenvolver a doença ativa se não tratadas.
A quimioprofilaxia é indicada para crianças com HIV que apresentam PPD reator (mesmo com menor induração que em imunocompetentes) e ausência de doença tuberculosa ativa, ou para aquelas que tiveram contato com um caso de TB pulmonar bacilífera.
O principal risco é a progressão para tuberculose ativa, que pode ser grave e disseminada em crianças imunocomprometidas, com alta morbidade e mortalidade. O tratamento da ILTB reduz drasticamente esse risco.
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