UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Sobre o tratamento da tuberculose, é INCORRETO afirmar o seguinte:
Tuberculose HIV: tratamento tem duração padrão, mas atenção às interações medicamentosas e Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIRI).
O tratamento da tuberculose em pessoas vivendo com HIV geralmente segue o esquema padrão de 6 meses, não sendo necessariamente de maior duração. A complexidade reside nas interações medicamentosas com antirretrovirais e no risco de Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIRI).
A tuberculose é uma doença infecciosa crônica que ainda representa um grande desafio de saúde pública global. Seu tratamento é complexo e exige adesão rigorosa para evitar falhas terapêuticas e o desenvolvimento de resistência. É crucial que o médico conheça as particularidades do manejo em populações especiais, como gestantes, lactantes e pessoas vivendo com HIV, para garantir a eficácia e segurança. Em gestantes, o tratamento é seguro e deve ser iniciado prontamente, com a adição de piridoxina para prevenir neurotoxicidade. Lactantes podem e devem continuar amamentando durante o tratamento. A hospitalização é indicada em casos de gravidade clínica ou vulnerabilidade social extrema, visando garantir o isolamento e a adesão. A evolução clínica insatisfatória, como persistência de sintomas ou piora radiológica, pode justificar a extensão da fase de manutenção do tratamento. Para pessoas vivendo com HIV, o tratamento da tuberculose segue o esquema padrão de 6 meses, mas a interação medicamentosa entre os tuberculostáticos e os antirretrovirais é uma preocupação central, exigindo ajustes e monitoramento. Além disso, a Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIRI) é uma complicação comum, que pode ocorrer após o início da terapia antirretroviral em pacientes coinfectados.
A duração padrão do tratamento da tuberculose em pacientes com HIV é de 6 meses, similar a pacientes sem HIV, mas com atenção especial às interações medicamentosas e ao risco de SIRI.
A piridoxina (vitamina B6) é administrada em gestantes que fazem uso de isoniazida para reduzir o risco de neurotoxicidade, tanto materna quanto fetal.
Não, o tratamento da tuberculose é compatível com a amamentação. A lactante deve continuar amamentando, pois os benefícios superam os riscos da exposição aos medicamentos.
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