UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Gestante com diagnóstico de tuberculose e tratamento iniciado há sete dias chega em trabalho de parto e dá à luz recém-nascido em bom estado geral, assintomático, 38 semanas, pesando 2.870 g. Em relação ao recém-nascido, a conduta correta é
Mãe com TB ativa (tratamento < 15 dias) → RN em alojamento conjunto com máscara materna e amamentação liberada.
Em casos de mãe com tuberculose ativa e tratamento iniciado há menos de 15 dias, o recém-nascido deve ter contato restrito com a mãe, mas a amamentação é permitida, desde que a mãe use máscara cirúrgica. O objetivo é proteger o RN da exposição bacilífera enquanto garante os benefícios do aleitamento materno.
A tuberculose (TB) na gestação é uma condição que exige manejo cuidadoso para proteger tanto a mãe quanto o recém-nascido. A transmissão vertical da TB é rara, mas pode ocorrer de forma congênita (via transplacentária) ou perinatal (por aspiração de secreções infectadas no parto ou contato pós-natal). O maior risco para o recém-nascido é a exposição pós-natal a uma mãe com TB pulmonar bacilífera ativa. A conduta em relação ao recém-nascido de mãe com TB ativa depende do tempo de tratamento materno. Se a mãe iniciou o tratamento há menos de 15 dias (ainda considerada bacilífera), o contato com o RN deve ser restrito, mas a amamentação é liberada com a mãe utilizando máscara cirúrgica. Os medicamentos antituberculose são seguros para o lactente e os benefícios do aleitamento materno são inestimáveis. É fundamental que o recém-nascido seja avaliado para sinais de TB congênita ou perinatal e que seja considerada a quimioprofilaxia com isoniazida, dependendo do risco de exposição e da situação epidemiológica. O acompanhamento rigoroso da mãe e do bebê é essencial para garantir a adesão ao tratamento e a detecção precoce de qualquer sinal de infecção.
O risco de transmissão é maior quando a mãe tem tuberculose pulmonar bacilífera ativa e não tratada ou com tratamento recente. A transmissão pode ocorrer in utero (congênita), durante o parto ou pós-natal por contato próximo.
A amamentação é permitida porque os medicamentos antituberculose são compatíveis com o aleitamento e os benefícios do leite materno superam o risco de transmissão, que é minimizado com o uso de máscara pela mãe.
A mãe deve usar máscara cirúrgica durante todo o contato com o bebê, especialmente durante a amamentação. O recém-nascido deve ser monitorado e, dependendo do tempo de tratamento materno, pode ser indicada quimioprofilaxia.
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