Tuberculose na Gestação: Tratamento e Manejo Clínico

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2019

Enunciado

Gestante de 18 semanas, sem antecedentes médicos significativos e sorologias de rotina no pré-natal negativas, apresenta tosse seca há dois meses, acompanhada de suores noturnos e mal-estar. O teste cutâneo de tuberculina (TCT) é negativo e uma das amostras do exame de escarro induzido mostrou o teste de amplificação do ácido nucleico de Mycobacterium tuberculosis positivo. De acordo com o Ministério da Saúde (Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil), é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A isoniazida não deve ser usada nesse caso, pois o risco de hepatite e neurotoxicidade na gestação ultrapassa o eventual benefício.
  2. B) Inicia-se o tratamento apenas com a rifampicina (categoria B), reservando o esquema com múltiplas drogas para o período após o parto.
  3. C) Indicam-se na fase inicial a rifampicina, isoniazida, pirazinamida e o etambutol (RHZE) por dois meses, seguidos de rifampicina e isoniazida por mais quatro meses (RH).
  4. D) Nesse caso, devemos orientar a gestante que após parto deve evitar a amamentação, devido ao risco de transmissão aérea e das medicações utilizadas.
  5. E) Como o quadro é latente (tosse seca e TCT negativo), indica-se apenas a isoniazida e a rifampicina, que devem ser mantidas por, pelo menos, seis meses.

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