Tuberculose Ganglionar Periférica: Diagnóstico Clínico

HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Na Tuberculose ganglionar periférica, forma mais frequente de TB extrapulmonar em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e em crianças, sendo mais comum abaixo dos 40 anos. Não podemos aceitar o item errado:

Alternativas

  1. A) Em PVHIV, o acometimento ganglionar tende a ser bilateral, associado com maior comprometimento do estado geral.
  2. B) Cursa com aumento subagudo, doloroso e assimétrico das cadeias ganglionares cervicais anterior e posterior, além da supra clavicular.
  3. C) Ao exame físico, os gânglios podem apresentar-se endurecidos ou amolecidos, aderentes entre si e aos planos profundos. 
  4. D) Os gânglios podendo evoluir para flutuação e/ou fistulização espontânea, com a inflamação da pele adjacente.

Pérola Clínica

TB ganglionar periférica: adenopatia subaguda, INDOLOR, assimétrica, aderente, podendo fistulizar.

Resumo-Chave

A tuberculose ganglionar periférica tipicamente se manifesta com adenopatias indolores, subagudas e assimétricas. A presença de dor sugere outras etiologias, como infecções bacterianas agudas, sendo um ponto chave para diferenciar a TB ganglionar de outras linfadenopatias.

Contexto Educacional

A tuberculose ganglionar periférica é a forma mais comum de tuberculose extrapulmonar, especialmente em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e crianças, sendo mais prevalente em indivíduos com menos de 40 anos. Sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso para iniciar o tratamento adequado e prevenir a disseminação da doença. É crucial para o residente reconhecer suas manifestações típicas. Clinicamente, a doença se manifesta com adenopatias subagudas, indolores e assimétricas, mais frequentemente nas cadeias cervicais e supraclaviculares. Os gânglios podem ser endurecidos ou amolecidos, aderentes entre si e aos planos profundos, e podem evoluir para flutuação e fistulização, com inflamação da pele adjacente. Em PVHIV, o acometimento tende a ser bilateral e associado a maior comprometimento sistêmico. O diagnóstico definitivo geralmente requer biópsia excisional ou aspirativa com agulha fina (PAAF) para histopatologia e cultura. O tratamento segue os mesmos princípios da tuberculose pulmonar, com esquemas padronizados de múltiplos fármacos. O reconhecimento precoce e a diferenciação de outras linfadenopatias são fundamentais para um manejo eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da tuberculose ganglionar periférica?

A tuberculose ganglionar periférica manifesta-se com adenopatias subagudas, indolores, assimétricas, que podem ser endurecidas ou amolecidas, aderentes e evoluir para flutuação e fistulização espontânea.

Como a tuberculose ganglionar se apresenta em pessoas vivendo com HIV?

Em PVHIV, o acometimento ganglionar tende a ser mais disseminado e bilateral, frequentemente associado a um maior comprometimento do estado geral e outras formas de TB extrapulmonar.

Qual a importância da dor na avaliação de uma linfadenopatia tuberculosa?

A dor é um achado atípico na tuberculose ganglionar periférica, que geralmente cursa com gânglios indolores. A presença de dor intensa pode sugerir outras causas de linfadenite, como infecções bacterianas agudas.

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