Tuberculose Ganglionar em PVHIV: Sinais Clínicos e Evolução

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023

Enunciado

Em PVHIV, o acometimento ganglionar da Tuberculose tende a ser bilateral, associado com maior comprometimento do estado geral.

Alternativas

  1. A) Ao exame físico, os gânglios podem apresentar-se endurecidos e nunca amolecidos, aderentes entre si e aos planos profundos, podendo evoluir para flutuação e/ou fistulização espontânea, com a inflamação da pele adjacente.
  2. B) Ao exame físico, os gânglios podem apresentar-se endurecidos ou amolecidos, não aderentes entre si e aos planos profundos, podendo evoluir para flutuação e/ou fistulização espontânea, com a inflamação da pele adjacente.
  3. C) Ao exame físico, os gânglios podem apresentar-se endurecidos ou amolecidos, aderentes entre si e aos planos profundos, podendo evoluir para flutuação e/ou fistulização espontânea, com a inflamação da pele adjacente.
  4. D) Ao exame físico, os gânglios podem apresentar-se endurecidos ou amolecidos, aderentes entre si e aos planos profundos, podendo evoluir para flutuação, mas não para fistulização espontânea, com a inflamação da pele adjacente.

Pérola Clínica

Tuberculose ganglionar em PVHIV: gânglios endurecidos/amolecidos, aderentes, com potencial de flutuação e fistulização.

Resumo-Chave

Em Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), a tuberculose ganglionar é comum e se manifesta com linfonodos que podem ser endurecidos ou amolecidos, frequentemente aderentes entre si e aos planos profundos, com alta propensão a evoluir para flutuação e fistulização espontânea, acompanhada de inflamação da pele.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), e a coinfecção TB-HIV representa um desafio significativo de saúde pública. Em PVHIV, a apresentação da tuberculose pode ser atípica, com maior frequência de formas extrapulmonares, como a tuberculose ganglionar, e um comprometimento mais sistêmico do estado geral. A tuberculose ganglionar em PVHIV geralmente se manifesta como linfadenopatia cervical, supraclavicular ou axilar, que tende a ser bilateral e persistente. Ao exame físico, os linfonodos podem apresentar uma consistência variável, desde endurecidos até amolecidos, e são frequentemente aderentes entre si e aos planos profundos, o que os diferencia de outras causas de linfadenopatia. Uma característica marcante é a tendência à flutuação e à fistulização espontânea, com a formação de úlceras e drenagem de material caseoso, acompanhada de inflamação da pele adjacente. O diagnóstico da tuberculose ganglionar requer a confirmação microbiológica ou histopatológica. A biópsia excisional ou por agulha fina (PAAF) do linfonodo afetado, seguida de cultura para Mycobacterium tuberculosis e análise histopatológica para granulomas caseosos, são os métodos diagnósticos padrão. O tratamento segue os mesmos esquemas de politerapia antituberculosa para pacientes sem HIV, mas a duração pode ser estendida em casos de imunossupressão grave, e a interação medicamentosa com a terapia antirretroviral deve ser cuidadosamente gerenciada.

Perguntas Frequentes

Quais são as características dos gânglios na tuberculose ganglionar em PVHIV?

Os gânglios podem ser endurecidos ou amolecidos, geralmente indolores, e frequentemente aderentes entre si e aos planos profundos. Têm alta propensão a flutuar e fistulizar, liberando material caseoso.

Por que a tuberculose extrapulmonar, como a ganglionar, é mais comum em PVHIV?

A imunossupressão causada pelo HIV compromete a capacidade do sistema imune de conter a infecção por Mycobacterium tuberculosis, facilitando a disseminação extrapulmonar e a reativação de infecções latentes, resultando em formas atípicas da doença.

Como é feito o diagnóstico da tuberculose ganglionar?

O diagnóstico é feito pela biópsia do linfonodo afetado, com análise histopatológica que revela granulomas caseosos, e cultura para Mycobacterium tuberculosis. Testes moleculares rápidos também podem ser utilizados para detecção do bacilo e resistência a rifampicina.

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