SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
A tuberculose extrapulmonar afeta mais frequentemente:
Tuberculose extrapulmonar mais comum → linfonodos (linfadenite tuberculosa).
A tuberculose extrapulmonar pode afetar diversos órgãos, mas a forma mais comum é a linfadenite tuberculosa, que se manifesta como linfonodomegalia indolor, geralmente cervical. É importante suspeitar de TB extrapulmonar em pacientes com sintomas inespecíficos e fatores de risco.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que pode afetar praticamente qualquer órgão do corpo. Embora a forma pulmonar seja a mais conhecida e transmissível, a tuberculose extrapulmonar (TBEP) representa uma parcela significativa dos casos, especialmente em populações imunocomprometidas, como pacientes com HIV. A compreensão da TBEP é vital para residentes, pois seu diagnóstico pode ser desafiador devido à inespecificidade dos sintomas. Entre as diversas formas de TBEP, a linfadenite tuberculosa, ou tuberculose ganglionar, é a mais frequente, respondendo por cerca de 35% a 40% de todos os casos de TBEP. Ela se manifesta tipicamente como um aumento indolor dos linfonodos, mais comumente na região cervical, mas também pode ocorrer em regiões axilares, inguinais ou mediastinais. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica ou linfática do bacilo a partir de um foco primário, geralmente pulmonar. O diagnóstico da linfadenite tuberculosa é feito pela biópsia do linfonodo afetado, com achados histopatológicos de granulomas caseosos e identificação do bacilo por cultura ou testes moleculares. O tratamento segue os mesmos princípios da tuberculose pulmonar, com esquemas padronizados de múltiplos fármacos antituberculose por um período prolongado. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações e disseminação da doença.
A linfadenite tuberculosa geralmente se apresenta como linfonodomegalia indolor, firme e não supurativa, mais comumente na região cervical posterior, podendo evoluir para fistulização e formação de escrofuloderma.
O diagnóstico requer biópsia do tecido afetado (linfonodo, pleura, osso, etc.) com histopatologia (granulomas caseosos) e cultura para Mycobacterium tuberculosis, além de testes moleculares como o Xpert MTB/RIF.
Além dos linfonodos, a tuberculose extrapulmonar pode afetar a pleura (pleurisia tuberculosa), ossos e articulações (espondilite de Pott), meninges (meningite tuberculosa), trato geniturinário, peritônio e pericárdio.
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