SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
A respeito do manejo da tuberculose em pacientes com outras comorbidades, é correto afirmar que:
Tuberculose + Diabetes Mellitus: controle glicêmico deve ser rigoroso para otimizar resposta ao tratamento da TB.
Em pacientes com diabetes mellitus e tuberculose, o controle glicêmico deve ser mais rigoroso do que o habitual, pois a hiperglicemia pode prejudicar a resposta imunológica e a eficácia do tratamento antituberculose, além de aumentar o risco de complicações. A alternativa D está incorreta ao afirmar que as metas são menos rigorosas.
O manejo da tuberculose (TB) em pacientes com comorbidades é um desafio clínico significativo, pois a presença de outras doenças pode alterar a apresentação, o curso e a resposta ao tratamento da TB. Duas comorbidades de grande impacto são o HIV/SIDA e o Diabetes Mellitus (DM). Em pacientes com HIV/SIDA e TB, a interação entre as duas doenças é complexa. O início do tratamento antirretroviral (TARV) em pacientes com TB ativa deve ser cuidadosamente planejado para evitar a Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SIRI), uma exacerbação paradoxal dos sintomas da TB. Geralmente, o tratamento da TB é iniciado primeiro, e o TARV é introduzido algumas semanas depois, dependendo da contagem de CD4. No caso de pacientes com Diabetes Mellitus, a TB é mais comum e pode ter uma apresentação atípica, com maior frequência de cavitações e localização em lobos inferiores. O controle glicêmico rigoroso é fundamental, pois a hiperglicemia crônica compromete a imunidade e pode levar a uma pior resposta ao tratamento da TB e maior risco de recaída. Portanto, as metas glicêmicas devem ser mais rigorosas do que o habitual para otimizar o sucesso terapêutico.
Em pacientes com tuberculose e HIV, o tratamento antirretroviral (TARV) deve ser iniciado o mais rápido possível após o início do tratamento da tuberculose, geralmente dentro de 2-8 semanas, para reduzir a mortalidade, mas com cautela para evitar a SIRI.
Em pacientes com diabetes, a tuberculose pode apresentar padrões radiológicos atípicos, como lesões basais, bilaterais e cavitações, diferindo do padrão clássico de lesões apicais.
Pacientes com cirrose hepática têm maior risco de hepatotoxicidade pelos medicamentos antituberculose. O tratamento deve ser cuidadosamente monitorado, e pode ser necessário ajustar doses ou usar esquemas alternativos menos hepatotóxicos.
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