HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Criança de 4 anos de idade foi levada à Unidade Básica de Saúde por ser contactante de tuberculose. A mãe foi diagnosticada com tuberculose pulmonar há uma semana. Os familiares referem que a criança está bem, sem sintomas respiratórios, negam perda de peso, febre, adinamia ou anorexia. Ao exame físico, o pré-escolar apresenta cicatriz de BCG id, que recebeu na maternidade, e não foi detectada nenhuma outra alteração. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde, entre as condutas terapêuticas propostas a seguir, a melhor para esta criança, nesta consulta, é
Criança contactante TB, assintomática, BCG prévio → PPD + RX tórax para investigação.
Em crianças contactantes de tuberculose, mesmo assintomáticas e com BCG prévio, é fundamental investigar a infecção latente ou doença ativa. A Prova Tuberculínica (PPD) e a radiografia de tórax são os exames iniciais essenciais para guiar a conduta, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
A tuberculose (TB) em crianças representa um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo as crianças menores de 5 anos particularmente vulneráveis a formas graves da doença. A identificação e o manejo de contactantes são estratégias cruciais para o controle da TB. O Ministério da Saúde possui diretrizes claras para a investigação e conduta nesses casos. Uma criança contactante de TB, mesmo que assintomática e com cicatriz de BCG, necessita de uma avaliação cuidadosa. A presença de BCG prévio não exclui a possibilidade de infecção ou doença. A Prova Tuberculínica (PPD) é fundamental para avaliar a infecção, enquanto a radiografia de tórax é essencial para descartar a doença ativa, especialmente em crianças que podem ter manifestações atípicas ou subclínicas. A conduta terapêutica, seja profilaxia ou tratamento, dependerá dos resultados desses exames e da idade da criança. É um erro comum iniciar tratamento sem a devida investigação, ou deixar de investigar, o que pode levar a atrasos no diagnóstico e progressão da doença. O conhecimento dessas diretrizes é vital para a prática pediátrica e para as provas de residência.
Crianças, especialmente as menores de 5 anos, são mais vulneráveis a desenvolver formas graves de tuberculose. A investigação precoce permite identificar infecção latente ou doença ativa e iniciar a profilaxia ou tratamento, prevenindo complicações.
Mesmo assintomáticas e com BCG, é recomendado realizar a Prova Tuberculínica (PPD) e a radiografia de tórax (frente e perfil) para avaliar a presença de infecção latente ou doença ativa, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
A profilaxia com isoniazida é indicada para crianças menores de 5 anos contactantes de caso bacilífero, após exclusão de doença ativa por PPD e radiografia de tórax, ou em casos de PPD reator em qualquer idade, seguindo os critérios do MS.
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