Tuberculose Infantil: Investigação e Conduta em Contatos

Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2023

Enunciado

Qual das alternativas apresenta a conduta mais adequada para investigação de uma criança de 7 anos exposta ao pai com tuberculose que já está em tratamento há 30 dias ?

Alternativas

  1. A) Não será necessária investigação pois o pais já está há mais de 15 dias em tratamento.
  2. B) Não será necessária investigação se ela estiver vacinada e assintomática.
  3. C) Deve-se solicitar prova tuberculínica; se 6 mm, sem achados radiológicos, indicar tratamento da infecção latente.
  4. D) Se estiver assintomática, deve-se solicitar exame radiológico do tórax e prova tuberculínica; se a radiografia for normal e a prova tuberculínica por de 8 mm, a criança receberá alta.
  5. E) Se estiver assintomática, deve-se solicitar teste tuberculínico; se 10 mm, iniciar o tratamento com esquema tríplice, conforme norma vigente no país.

Pérola Clínica

Criança exposta a TB: PPD > 5mm (ou > 10mm dependendo do risco) + RX normal → Tratamento de infecção latente.

Resumo-Chave

A investigação de crianças expostas a tuberculose é crucial para identificar e tratar a infecção latente, prevenindo a doença ativa. A prova tuberculínica (PPD) é o principal método de rastreamento, e sua interpretação deve considerar a idade e o status vacinal. Um PPD ≥ 5mm é considerado positivo em contatos de TB, e se a radiografia de tórax for normal, indica-se o tratamento da infecção latente.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) em crianças é um importante problema de saúde pública, frequentemente resultante da exposição a adultos com TB pulmonar. A investigação de contatos é fundamental para identificar precocemente crianças infectadas e prevenir o desenvolvimento da doença ativa, que pode ter formas graves na infância. A transmissão ocorre por via aérea, e o risco de infecção é maior em crianças pequenas e imunocomprometidas. A investigação de uma criança exposta a um caso de TB deve incluir uma anamnese detalhada, exame físico, prova tuberculínica (PPD) e radiografia de tórax. O PPD é o principal método para detectar a infecção latente, sendo considerado positivo em contatos com enduração ≥ 5 mm. A radiografia de tórax é essencial para descartar a doença ativa. Se o PPD for positivo e a radiografia normal, a criança tem infecção latente. O tratamento da infecção latente por tuberculose (TLTI) em crianças é crucial para reduzir o risco de progressão para a doença ativa. O esquema mais comum é a isoniazida diária por 6 meses. É importante ressaltar que o tratamento do adulto-fonte, mesmo que por mais de 15 dias, não elimina a necessidade de investigação e, se indicado, tratamento da criança exposta, pois a infecção já pode ter ocorrido.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para uma criança assintomática exposta a um caso de tuberculose?

A conduta inicial para uma criança assintomática exposta a um caso de tuberculose inclui a realização da prova tuberculínica (PPD) e uma radiografia de tórax. O resultado do PPD e os achados radiológicos guiarão a decisão sobre o tratamento da infecção latente ou da doença ativa.

Como interpretar a prova tuberculínica (PPD) em crianças expostas à tuberculose?

Em crianças contatos de tuberculose, um PPD com enduração ≥ 5 mm é considerado positivo, independentemente do status vacinal BCG. Em outras situações, o ponto de corte pode ser ≥ 10 mm ou ≥ 15 mm, dependendo dos fatores de risco da criança.

Quando é indicado o tratamento da infecção latente por tuberculose (TLTI) em crianças?

O tratamento da infecção latente é indicado para crianças com PPD positivo (≥ 5 mm em contatos) e radiografia de tórax normal, sem sinais ou sintomas de tuberculose ativa. O objetivo é prevenir o desenvolvimento da doença ativa, especialmente em grupos de alto risco.

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