SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
Julgue o item que se segue, relativo as doenças infecciosas na infância e na adolescência. Caso uma gestante com tuberculose pulmonar e baciloscopia positiva inicie o tratamento específico dez dias antes do trabalho de parto, o médico que assistir ao recém-nascido deverá vacinar o bebê com BCG imediatamente, mantê-lo junto à mãe e recomendar o aleitamento em livre demanda.
RN de mãe com TB pulmonar bacilífera não tratada ou tratada < 2 meses → não vacinar BCG, isolar da mãe, iniciar isoniazida.
Recém-nascido de mãe com tuberculose pulmonar bacilífera que iniciou tratamento há menos de 2 meses não deve receber BCG imediatamente. É necessário afastar o bebê da mãe, iniciar quimioprofilaxia com isoniazida e só vacinar após a mãe estar com tratamento eficaz e não bacilífera.
A tuberculose (TB) na gestação e a conduta com o recém-nascido são temas de grande relevância na saúde pública, especialmente em regiões endêmicas. A transmissão vertical da TB é rara, mas a transmissão pós-natal por contato próximo é uma preocupação. O manejo adequado visa proteger o bebê sem comprometer o vínculo materno-infantil, quando possível. Quando uma gestante com tuberculose pulmonar e baciloscopia positiva inicia o tratamento específico, é crucial avaliar o tempo de tratamento antes do parto. Se o tratamento foi iniciado há menos de dois meses antes do parto, ou se a mãe ainda é bacilífera, o recém-nascido é considerado exposto e de alto risco. Nesses casos, a vacina BCG é contraindicada. A conduta correta para o recém-nascido de mãe com TB pulmonar bacilífera, que iniciou tratamento há menos de 2 meses, inclui: afastamento da mãe (até que ela esteja não bacilífera), início de quimioprofilaxia com isoniazida por 3 meses, e só então, se a mãe estiver não bacilífera e o bebê sem sinais de TB, a vacinação com BCG pode ser realizada. O aleitamento materno é permitido, desde que a mãe esteja em tratamento e não haja lesões bacilíferas na mama, mas o contato direto deve ser minimizado até que a mãe não seja mais infectante.
Se a mãe iniciou tratamento há menos de 2 meses ou não está tratada, o RN deve ser afastado da mãe, não receber BCG e iniciar quimioprofilaxia com isoniazida.
O RN pode receber a BCG se a mãe estiver com tuberculose pulmonar bacilífera tratada há mais de 2 meses e com baciloscopia negativa, ou se a mãe tiver tuberculose extrapulmonar não bacilífera.
O aleitamento materno não é contraindicado, desde que a mãe esteja em tratamento adequado e não haja lesões bacilíferas na mama. No entanto, se a mãe estiver com TB pulmonar bacilífera ativa e não tratada ou tratada por tempo insuficiente, o contato direto deve ser evitado até que ela não seja mais bacilífera.
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